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Justiça sueca reabre investigação sobre suposto estupro cometido por Assange

Após ser expulso de embaixada equatoriana, fundador do WikiLeaks foi condenado em Londres a 50 semanas de prisão por violar suas condições de fiança.

 
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A Justiça sueca decidiu nesta segunda-feira (13) reabrir a investigação sobre suposto estupro cometido por Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, ao visitar o país em agosto de 2010. Assange diz que as relações sexuais foram consentidas e afirma que as acusações têm motivações políticas.

"Como Assange está preso na Grã-Bretanha, estão reunidas as condições para sua entrega (à Suécia), o que não era o caso antes de 11 de abril", afirmou a procuradora adjunta Eva-Marie Persson, em Estocolmo.

Promotoria da Suécia reabre investigação de denúncia de estupro contra Julian Assange

Promotoria da Suécia reabre investigação de denúncia de estupro contra Julian Assange

Em 11 de abril, o fundador do WikiLeaks foi expulso da embaixada do Equador e foi condenado, em Londres, a 50 semanas de prisão por violar suas condições de uma fiança paga para a Justiça britânica em 2011 ao se refugiar na representação diplomática.

  • Entenda como e por que Julian Assange foi preso

Longa batalha judicial

O anúncio da justiça sueca é um novo capítulo da novela judicial que dura quase uma década. Em 2012, Assange buscou refúgio na embaixada equatoriana em Londres para evitar sua extradição para Suécia. Ele temia que, se isso acontecesse, ele poderia ser extraditado posteriormente para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de vazamento de informações confidenciais.

Os promotores suecos abandonaram a investigação em 2017, dizendo que se sentiam incapazes de levar o caso adiante enquanto Assange permanecesse na representação diplomática equatoriana. Porém, na época, a promotora-chefe da Suécia, Marianne Ny, já tinha afirmado que, se Assange voltasse à Suécia antes agosto de 2020 (prazo para a prescrição do crime), a investigação poderia ser reaberta.

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é visto na varanda da embaixada equatoriana em Londres, em maio de 2017 — Foto: Peter Nicholls/Reuters Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é visto na varanda da embaixada equatoriana em Londres, em maio de 2017 — Foto: Peter Nicholls/Reuters

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é visto na varanda da embaixada equatoriana em Londres, em maio de 2017 — Foto: Peter Nicholls/Reuters

A reabertura do inquérito provavelmente levantará a questão sobre qual solicitação de extradição deve ter precedência: a da Suécia ou dos Estados Unidos. A justiça americana o acusa de conspiração para acessar um computador com informações confidenciais do governo americano em 2010.

Persson explicou que a promotoria vai solicitar em breve um mandado de detenção europeu contra Assange. Depois disso, caberá à justiça britânica decidir o que fazer com Assange.

O advogado de Assange, Per E. Samuelsen, afirmou à TV sueca SVT que foi surpreendido pela decisão. "Não entendo os motivos da promotoria sueca para reabrir um caso de 10 anos atrás", afirmou. A decisão foi tomada após pedido feito pelo advogado de uma das vítimas.

Após o anúncio da justiça sueca, o WikiLeaks afirmou que a reabertura do caso permitirá a Julian Assange "limpar seu nome".

 

 

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