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Ex-secretário acusa advogado de receber R$ 1 milhão por mês de propina em MT

 
O ex-governador Pedro Taques (PSDB) teria recebido uma denúncia contra o ex-chefe da Casa Civil e seu primo, Paulo Taques, em que o acusava de receber R$ 1 milhão da empresa Consignum Gestão de Margem Consignável -Responsável pelos empréstimos concedidos aos servidores do Executivo - para garantir que ela continuasse operando em Mato Grosso. A informação consta na delação ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB).

Segundo o delator, o ex-vice-governador Carlos Fávaro teria lido e mostrado uma denúncia em que Paulo Taques era acusado de receber R$ 1 milhão por mês. “Que Fávaro disse que o governador teria que fazer uma publicação retroativa no Diário Oficial do Estado, para justificar eventual prorrogação do contrato, já que a empresa Consignum estava com o contrato vencido”, diz trecho do depoimento publicado no Termo 18 de sua delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A afirmação corrobora com a delação do empresário Alan Malouf, também homologada pelo STF, e que acusa o governo Taques de ter esquema com a Consignum. De acordo com Malouf, a Consignum teria doado quase R$ 1 milhão à campanha eleitoral de Pedro Taques (PSDB) ao cargo de governador em 2014, para garantir a continuidade dos termos do contrato, vigente na administração do ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

A doação teria sido feita mesmo após Taques ter conhecimento da existência de um esquema na Secretaria de Gestão, em que o empresário Willians Mischur, dono da Consignum, fazia pagamento mensal de propina a Silval, garantindo sempre a prorrogação do contrato. A propina variava de R$ 500 mil a R$ 1 milhão e o esquema teria continuado após Taques ter assumido o governo.

Em setembro do ano passado o Núcleo de Atuação de Competência Originária (Naco Cível) abriu inquérito para investigar esquema de pagamento de propina a membros do governo do Estado pelo empresário Willians Paulo Mischur. O caso tem desdobramento em instância superior.

As investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça Clóvis de Almeida Junior e estão sob sigilo. Isso porque já existe em andamento uma investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar o envolvimento de pessoas com foro privilegiado neste esquema.

Recentemente o Ministério Público Estadual arquivou o inquérito civil instaurado contra Willians Mischur, por falta de provas. Como já não havia sido denunciado na esfera criminal, o empresário está totalmente livre e inocentado deste episódio.

OUTRO LADO

O ex-secretário Paulo Taques disse que nunca ouviu falar sobre tal denúncia contra ele e que o próprio empresário teria dito em seus depoimentos que nunca pagou propina para o governo Pedro Taques. Já a defesa do governador Pedro Taques lembrou que o MP já arquivou a investigação.

Por meio de nota o ex-vice governador Carlos Fávaro (PSD) disse que soube pela imprensa do envolvimento do seu nome na delação e que isso o tem “revoltado”.


folha max

 

 

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