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Brasileira ajuda na luta contra cólera em região devastada pelo ciclone Idai em Moçambique

Destruída, Beira vive uma epidemia de cólera que já atingiu 3 mil pessoas, diz médica que está no país há seis meses.

 
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Além da destruição causada pelo ciclone Idai, a cidade de Beira, em Moçambique, ainda tem que enfrentar uma epidemia de cólera: são 3 mil casos, segundo a médica brasileira Quézia Monteiro, que está no país africano desde outubro pela organização Médicos Sem Fronteiras. No hospital do bairro de Munhava, na Beira, os pacientes têm que ficar em áreas isoladas, para evitar a transmissão da doença (VEJA O VÍDEO ACIMA).

"Após o ciclone, a gente foi envolvido na emergência com o surto de cólera que foi declarado pelo governo, e começou a dar apoio e assistência nessa parte", conta Quézia. "O grande pilar de tratamento da cólera é a hidratação — porque ela é uma diarreia aguda que desidrata muito rápido, principalmente nas três principais populações de risco: crianças, idosos e gestantes. Cólera pode matar".

Segundo Quézia, seis pessoas já morreram só na cidade. Em Moçambique, já são 4,6 mil pessoas afetadas pela doença, de acordo com a Unicef. No dia 3 de abril, a ONU lançou uma campanha de vacinação no país.

Cidade em escombros

Na cidade da Beira, os moradores agora vivem entre escombros. A cidade ficou 90% destruída após a passagem do ciclone que atingiu o país há mais de um mês. Desde então, já são mais de mil mortos pelo Idai no sudeste da África, 600 só no país. Parte da ajuda humanitária que chega é roubada ou desviada.

"Estamos pedindo apoio. Os secretários vêm andar aqui, chegam, escrevem, não trazem nada. Não temos o que vestir, não temos nada — e assim estamos muito mal. A água que bebemos é essa”, diz um morador, mostrando um recipiente com água da chuva.

A casa dele é uma das que foram destruídas pelo ciclone. "Rompeu a casa. Estou, simplesmente… não tenho nada. Estou mal", diz.

Ele não é o único. Uma outra moradora, com um bebê no colo, mostra como ficou o lugar onde mora após a passagem do Idai. "Depois do ciclone, nós tínhamos que adaptar a casa, vivemos com chapas e outras coisas. Isso tudo caiu", conta. "O que houve esse ano é algo que vai ficar nas nossas memórias, que não vamos apagar."

O Profissão Repórter foi até Moçambique para mostrar como o país está após a passagem do furacão Idai. Assista nesta quarta-feira (17) à noite, após o futebol.

Ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí. — Foto: Karina Almeida/G1 Ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí. — Foto: Karina Almeida/G1

Ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí. — Foto: Karina Almeida/G1


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