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Oito países da América Latina pedem fundos para atender imigrantes venezuelanos

Cerca de 3,5 milhões de pessoas fugiram do colapso na Venezuela rumo a países da região.

 
 -   / - G1  / FolhaMT
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Oito países latino-americanos solicitaram, nesta terça-feira (9), mais fundos internacionais para atender cerca de 3,5 milhões de imigrantes venezuelanos nos países da região, diante da prolongada crise econômica e política na Venezuela.

Delegados de governos reunidos em Quito, capital do Equador, solicitaram uma ajuda econômica para "contribuir solidariamente" com 16 nações que acolhem ou servem de trânsito aos imigrantes.

Representantes de agências da ONU, do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) participaram do encontro para ouvir os pedidos. O representante do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, também participou da reunião.

O vice-ministro de Mobilidade do Equador, Santiago Chávez, afirmou que os governos pedem "ações concretas" de apoio financeiro. "Não estamos realmente muito satisfeitos com o que os bancos estão fazendo em termos de cooperação financeira", disse.

"Estamos pedindo a eles que façam mais do que estão fazendo. Isso é o que esta situação grave e urgente merece", acrescentou Chávez, sem especificar quanto dinheiro seria necessário.

Refugiados venezuelanos

Rotas clandestinas precarizam ainda mais a chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil. Foto de março de 2019 — Foto: Jackson Félix/G1 RR Rotas clandestinas precarizam ainda mais a chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil. Foto de março de 2019 — Foto: Jackson Félix/G1 RR

Rotas clandestinas precarizam ainda mais a chegada de refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil. Foto de março de 2019 — Foto: Jackson Félix/G1 RR

Só o Equador, que abriga cerca de 250 mil venezuelanos registrados, demanda US$ 550 milhões de até 2021 para dar conta do fluxo. Em dezembro, a ONU solicitou doações no valor de US$ 738 milhões.

Há cerca de 3,5 milhões de venezuelanos na América Latina, aponta uma declaração conjunta da terceira reunião do denominado "Processo de Quito", que o Equador promove para coordenar esforços ante a onda migratória. A ONU calcula que no fim de 2019 a cifra de imigrantes atingirá 5,3 milhões.

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A declaração manifestou a preocupação com a grave crise migratória e humanitária e ressaltou ações de nações latino-americanas, como a isenção de requisitos, para regularizar migrantes sem documentos de viagem.

Após a reunião de dois dias, representantes da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai assinaram o texto.

O regime de Nicolás Maduro se marginalizou do "Processo de Quito", cujas próximas rodadas de negociações continuam em 4 e 5 de julho, em Buenos Aires.

ONU pede 'portas abertas'

Famílias de imigrantes venezuelanos são vistas em um acampamento improvisado ao longo do rio Cali, no norte de Cali, na Colômbia, em 31 de julho  — Foto: Christian Escobar Mora/AFP Famílias de imigrantes venezuelanos são vistas em um acampamento improvisado ao longo do rio Cali, no norte de Cali, na Colômbia, em 31 de julho  — Foto: Christian Escobar Mora/AFP

Famílias de imigrantes venezuelanos são vistas em um acampamento improvisado ao longo do rio Cali, no norte de Cali, na Colômbia, em 31 de julho — Foto: Christian Escobar Mora/AFP

Mais cedo, o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, pediu aos países da América Latina que mantenham as "portas abertas" para os migrantes e refugiados venezuelanos, sem limitar a entrada deles.

"Apesar da carga que pesa sobre vocês, deixem a porta aberta e aliviem as restrições impostas aos venezuelanos" que fogem do país, pediu Grandi.

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A Venezuela passa por uma crise com hiperinflação, escassez de produtos básicos e graves falhas na assistência médica e nos serviços públicos.

Apesar da pressão internacional para que deixe o poder, Maduro confia nos militares para enfrentar o que considera uma tentativa de invasão a seu país por parte da oposição, dos Estados Unidos e de seus aliados.


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