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Enfraquecimento dos movimentos sindicais trouxe políticas neoliberais ao país, diz diretora da Adufmat

 
A importância dos sindicatos no jornalismo foi tema de colóquio realizado na última sexta-feira (29), na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Araguaia. Além das questões especificamente trabalhistas, os debatedores fizeram análises das condições atuais do profissional da comunicação, questionando como permitir a pluralidade na profissão, a busca pelo respeito e valorização da categoria, com atenção à ética.

Na resposta, a importância de a organização sindical para que os jornalistas obtenham estrutura e capacidade para exercer com mais liberdade suas atividades no trabalho.

Na mesa de discussão a participação dos professores de jornalismo da UFMT/CUA Jorge Arlan e Deyvisson Costa. A diretoria de imprensa da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Mato Grosso (ADUFMAT) e professora do curso de Geografia da UFMT/CUA, Adriana Queiroz, e a diretora dos Sindicatos de Jornalistas do Mato Grosso (Sindjor/MT), Fátima Lessa completaram o grupo de debatedores.

Para Arlan, existem vários problemas que repercutem no cenário atual das profissões. Ele destacou assédio, estresse, salários que não condizem com a função, propostas como a reforma da previdência, falta de liberdade, autonomia e censura em certos casos.

O professor enfatizou a necessidade da democratização dos meios de comunicação, de modo que seja possível a atividade jornalística atender a todas as classes sociais, numa referência ao jogo econômico e político a que se submete o jornalista, quando em atividade nas grandes empresas de comunicação.

Mobilizações

De acordo com a diretora da ADUFMAT, os sindicatos de todas profissões, ao final, se unem para mobilizações contra causas comuns dos trabalhadores, como a reforma da previdência, um dos assuntos debatidos no Brasil no momento, que sofre críticas por parte da opinião pública quanto aos benefícios futuros para trabalhadores.

Ela destacou a importância do sindicato para organizar a diversidade de ideias entre as categorias, fiscalizar atos e propor melhorias numa conjuntura em que todos são afetados, caso necessário promover mobilizações sociais para defesa do trabalho.

O atual cenário político, conforme avaliação da docente e sindicalistas, resultou em enfraquecimento dos sindicatos, os quais perderam articulação política, sinalizando dificuldades das de grupos políticos sociais em encontram ambiente político para dialogar com o governo conservador de Jair Bolsonaro (PSL).

Como efeito desta governabilidade próxima da direita brasileira, como entende Queiroz, houve o enfraquecimento inevitável do sindicalismo, em decorrência da emergência dos neoliberais no país, quando há fortalecimento do controle do trabalho pelo mercado exportador, com redução dos direitos trabalhistas para mais rentabilidade de lucros das grandes empresas.

No caso do jornalismo, o foco do debate, o profissional ao sindicalizar deve-se ter em mente a própria categoria, com atenção às bandeiras que serão defendidas em benefício da profissão, avaliam. A liberdade para se comunicar com a população torna-se um dos fundamentos dos profissionais da imprensa, no sentido de levar informações à respeito de ideias que chegam a toda população.

Para a diretora do Sindjor/MT, a preocupação do sindicato é dar um suporte para o profissional ser bem-sucedido no mercado de trabalho, e que tenha a quem recorrer para ir em busca de seus direitos e permanecer com o emprego, além de lutar por suas causas, avalia Lessa. Com um cenário neoliberal atual, ocorrem grandes riscos quanto à perda de direitos, por isso, é importante conhecer as propostas do sindicato e se organizar como jornalista e trabalhador, afirma.

 

 

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