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Papa rejeita renúncia de cardeal francês condenado por não denunciar abusos sexuais

Papa Francisco evocou a presunção de inocência . Cardeal Philippe Barbarin foi condenado a seis meses de prisão, mas não deve cumprir pena encarcerado.

 

Invocando "a presunção de inocência", o Papa Francisco rejeitou a renúncia do cardeal francês Philippe Barbarin, condenado a seis meses de prisão por não denunciar agressões sexuais contra menores cometidas por um padre de sua diocese. A decisão foi anunciada em comunicado feito pelo cardeal nesta terça-feira (19).

"Segunda-feira de manhã, coloquei minha missão nas mãos do Santo Padre. Ao invocar a presunção de inocência, ele não quis aceitar essa renúncia", disse Barbarin, que continua arcebispo de Lyon, cidade do leste da França.

Apesar disso, Barbarin anunciou que deixará os assuntos correntes para o atual vigário geral Yves Baumgarten.

"Ele [o Papa] me deu a liberdade de tomar a decisão que me parece a melhor para a vida da diocese de Lyon hoje (...) Por sugestão sua e porque a Igreja de Lyon sofre há três anos, decidi me retirar por algum tempo e deixar a liderança da diocese para o moderador do vigário geral, padre Yves Baumgarten", anunciou.

Condenação

Em 7 de março, o cardeal francês e arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin, foi condenado a seis meses de prisão por não denunciar agressões sexuais contra menores cometidas por um padre de sua diocese. Logo após o veredito, o cardeal anunciou que iria pedir ao Papa Francisco o seu afastamento da Igreja Católica.

Barbarin, de 68 anos, não estava no tribunal correcional para ouvir a sentença que não prevê, porém, que ele seja encarcerado. Na França, o sistema judicial permite em alguns casos que o acusado só cumpra efetivamente a pena em prisão caso haja reincidência. A defesa informou que irá recorrer.

Barbarin se tornou a maior autoridade da Igreja católica processada na França por casos de pedofilia.

 

 

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