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Número de vítimas de ciclone em Moçambique e Zimbábue deve '''crescer significativamente''', alerta Cruz Vermelha

Presidente moçambicano fala em aproximadamente mil vítimas; 600 mil pessoas foram afetadas e 100 mil precisam ser urgentemente resgatadas. Passagem de ciclone na quinta deixou mais de 180 mortos nos dois países.

 

O número de mortos após a passagem do ciclone Idai por Moçambique e Zimbábue deve "crescer significativamente", afirmou a Cruz Vermelha nesta terça-feira (19). O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse em entrevista para uma rádio estatal que o número de vítimas pode chegar a mil.

O número de mortes confirmadas até segunda-feira, segundo balanço divulgado pela Reuters, era de 84 em Moçambique e 98 no Zimbábue, totalizando 182 mortes nos dois países.

  • Veja fotos da destruição deixada pelo ciclone

O governo disse que 600 mil pessoas foram afetadas e 100 mil precisam de ser urgentemente resgatadas perto da cidade de Beira, a segunda maior de Moçambique, informou a BBC. De acordo com um comunicado divulgado pelo arcebispo do município, estima-se que cerca de 140 mil famílias tenham tido prejuízos, das quais entre 10 a 20% perderam tudo.

Beira e seu arredores ficaram 90% danificados ou destruídos. O ciclone atingiu o centro de Moçambique na noite de quinta-feira (14) e avançou rumo ao Zimbábue e o Malawi, destruindo tudo em sua passagem: estradas, escolas, casas, lojas, hospitais e até mesmo uma represa.

Área afetada pelo ciclone Idai em Beira, em Moçambique  — Foto: Rick Emenaket/Mission Aviation Fellowship/AFP Área afetada pelo ciclone Idai em Beira, em Moçambique  — Foto: Rick Emenaket/Mission Aviation Fellowship/AFP

Área afetada pelo ciclone Idai em Beira, em Moçambique — Foto: Rick Emenaket/Mission Aviation Fellowship/AFP

"Não temos números claros sobre mortos, mas estamos olhando para áreas enormes que estão debaixo d'água. Estamos vendo quilômetros de aldeias sob vários metros de água", afirmou Gerard Burke, do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Nomatter Ncube senta-se com seus filhos diante de sua casa destruída pela passagem do ciclone Idai em Chimanimani, Zimbábue — Foto: Philimon Bulawayo/Reuters Nomatter Ncube senta-se com seus filhos diante de sua casa destruída pela passagem do ciclone Idai em Chimanimani, Zimbábue — Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Nomatter Ncube senta-se com seus filhos diante de sua casa destruída pela passagem do ciclone Idai em Chimanimani, Zimbábue — Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Imagens de satélite

A Cruz Vermelha trabalha com a Nasa e a Agência Espacial Europeia para obter imagens de satélite que possam ajudar no resgate de vítimas.

A vila de Praia Nova é vista em imagem feita por drone em Beira, Moçambique. O local foi um dos mais atingidos pela passagem do ciclone Idai — Foto: Josh Estey/CARE via AP A vila de Praia Nova é vista em imagem feita por drone em Beira, Moçambique. O local foi um dos mais atingidos pela passagem do ciclone Idai — Foto: Josh Estey/CARE via AP

A vila de Praia Nova é vista em imagem feita por drone em Beira, Moçambique. O local foi um dos mais atingidos pela passagem do ciclone Idai — Foto: Josh Estey/CARE via AP

As três organizações operam juntas para “ter uma visão completa da área e do número de pessoas presas lá”, disse à Reuters Caroline Haga, da Cruz Vermelha.

Ciclone tropical Idai — Foto: Rodrigo Sanches/G1 Ciclone tropical Idai — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Ciclone tropical Idai — Foto: Rodrigo Sanches/G1

 

 

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