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Londres precisa mudar de estratégia para obter prorrogação do prazo do Brexit, diz Tusk

Parlamento britânico volta a se reunir para mais uma votação relacionada ao Brexit nesta quinta-feira, desta vez para decidir como será o pedido de extensão do prazo para o Reino Unido deixar a União Europeia.

 

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, defende que a União Europeia deve estar aberta para uma "longa" prorrogação da data prevista para o Reino Unido sair do bloco caso os britânicos estejam dispostos a rever sua estratégia. O Parlamento britânico irá discutir nesta quinta-feira (14) como atrasar o prazo para o Brexit, previsto para 29 de março.

"Durante minhas consultas prévias à reunião de cúpula [de 21 e 22 de março] farei um apelo aos 27 [países da UE] para que se mostrem dispostos a uma longa extensão se o Reino Unido considerar necessário repensar sua estratégia do Brexit e criar um consenso em torno dela", escreveu Tusk no Twitter.

A data prevista desde o Brexit é 29 de março de 2019, às 23 horas (no horário de Londres), como está previsto pelo Artigo 50 do Tratado Europeu de Lisboa, que fala sobre a saída de um país do bloco europeu.

Na quarta-feira (13), os deputados britânicos rejeitaram a possibilidade de deixar o bloco sem acordo no prazo previsto. Por isso, o Parlamento volta a se reunir nesta quinta para discutir e tentar aprovar os termos para solicitar a extensão do prazo à União Europeia. Essa extensão, no entanto, depende da aprovação unânime de todos os 27 países integrantes do bloco.

May vai propor 3ª votação

A primeira-ministra britânica Theresa May fala ao Parlamento antes da votação sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo, na quarta-feira (13) — Foto:  UK Parliament/Jessica Taylor/Handout via Reuters A primeira-ministra britânica Theresa May fala ao Parlamento antes da votação sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo, na quarta-feira (13) — Foto:  UK Parliament/Jessica Taylor/Handout via Reuters

A primeira-ministra britânica Theresa May fala ao Parlamento antes da votação sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo, na quarta-feira (13) — Foto: UK Parliament/Jessica Taylor/Handout via Reuters

Em um novo capítulo inesperado no drama político que deixa o Parlamento britânico imerso no caos há vários meses, a primeira-ministra Theresa May anunciou que enviaria aos deputados uma moção na qual propõe organizar, até 20 de março, uma terceira votação sobre o polêmico acordo de divórcio negociado com Bruxelas.

Ela explicou que, se o acordo for aprovado até essa data, pedirá aos líderes europeus um curto adiamento, até 30 de junho, da data de saída da União Europeia.

Uma prorrogação da data do Brexit além de 30 de junho faria com que o Reino Unido participe da organização das eleições para eurodeputados entre 23 e 26 de maio.

Na terça-feira (12), os parlamentares rejeitaram pela segunda vez um novo acordo proposto por May, por 391 votos contra e 242 a favor. Uma primeira versão do documento acordado entre a primeira-ministra e União Europeia já tinha sido reprovado inicialmente em 15 de janeiro.

Situação de May

Essa nova derrota enfraquece ainda mais a liderança de May dentro de seu partido e amplifica os pedidos de saída dela do cargo, segundo a BBC.

Em dezembro passado, ela foi submetida a um voto de desconfiança de seus correligionários, mas sobreviveu por 200 votos a 117 ao prometer renunciar à liderança do partido antes das próximas eleições gerais.

Em janeiro, um dia depois de seu primeiro acordo do Brexit ser rejeitado, ela passou por outra moção de desconfiança, desta vez a pedido do Partido Trabalhista. Mais uma vez conseguiu se manter no cargo, com 325 votos a favor e 306 contra sua continuidade.

Para o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, a primeira-ministra deveria convocar eleições gerais. O Partido Trabalhista votou em peso contra o acordo na terça-feira: 238 a 3.

 

 

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