Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Após 18 anos, acervo do Museu do Índio deve ser repatriado para Santarém

O acervo pertencia ao Centro de Valorização da Sabedoria Indígena Museu do Índio que funcionava na Vila de Alter do Chão.

 

Ainda sem data definida, o acervo de cerca de 1,5 mil peças entre instrumentos musicais, artefatos de madeira, trançados de palha, cordões e peças de cerâmica feitas por povos indígenas da região amazônica e do estado do Mato Grosso, devem retornar a Santarém, no oeste do Pará. A articulação para a repatriação do acervo está sendo feita pela Secretaria Estadual de Cultura, Centro Regional de Governo, Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IGTAP), Secretaria Municipal de Cultura de Santarém e o procurador público do acervo, Guilherme Taré.

O acervo, que pertencia ao Centro de Valorização da Sabedoria Indígena “Museu do Índio” que funcionava na Vila de Alter do Chão, estava no Museu do Estado do Pará (MEP), em Belém, por conta de uma determinação da Justiça e de um litígio conjugal entre os antigos proprietários, o norte-americano Davi Richarson, já falecido e a ex-mulher dele, uma indígena da região. A briga judicial começou há 18 anos.

Até 2001, o Centro de Valorização da Sabedoria Indígena era considerado o ponto principal da visita dos turistas em qualquer época do ano. Com o fechamento da casa, os moradores reclamam dos prejuízos até hoje. Boa parte dessas peças estão devidamente curadas por técnicos do Museu Emílio Goeldi, de Belém.

Nesta segunda-feira (11), o diretor do Museu do Estado do Pará (MEP) Marcel Campos, esteve em Santarém, onde reuniu com os envolvidos no processo de repatriação e afirmou que as peças devem retornar para Santarém. Ele lembrou que o MEP tem a missão de guardar a história do Estado, por isso guardou o acervo do Museu do Índio por uns 12 anos, enquanto não se tinha uma definição do que fazer com ele.

"Assumimos recentemente e logo elaboramos um relatório das situações do que encontramos e verificamos que as peças estavam guardadas de forma indevida, sem as condições necessárias. Ainda não temos como avaliar detalhadamente, porque é preciso ver peça por peça, porém se levarmos em consideração o tempo, há chances de muitas já estarem danificadas, mas agora é preservar e cuidar do que ficou e, a pedido do secretário Henderson Pinto e da secretária de Cultura, Úrsula Vidal, entendemos que esse acervo deve voltar para Santarém”, explicou Campos.

Para o procurador público do acervo, a notícia do retorno das peças para Santarém é motivo de comemoração. “Depois de quase 18 anos nessa luta, tentando trazer esse acervo de volta para Santarém, agora está mais próximo disso acontecer pois vemos que existe boa vontade do governo”, pontuou Taré.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTap), padre Sidney Canto, o retorno do acervo do Museu do Índio representa um ganho em vários aspectos para a região. “Nós já vínhamos lutando pelo retorno dessas peças, a repatriação do museu do Índio, deve fortalecer ainda mais nossa região historicamente, mas também o turismo, estamos nesse processo para efetivar a vinda das peças e também a conservação de outros acervos locais”, disse.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE