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Acertada no Iêmen primeira fase da retirada de forças de Hodeida, anuncia ONU

O cessar-fogo e o acordo de retirada de Hodeida são passos importantes para pôr fim à guerra de quase quatro anos no Iêmen.

 

O governo do Iêmen e rebeldes huthis acertaram a primeira fase da retirada de forças da cidade estratégica de Hodeida, um acordo considerado neste domingo (17), pelas Nações Unidas, um avanço importante.

A retirada de Hodeida foi uma condição fundamental para o acordo de cessar-fogo fechado em dezembro na Suécia, mas não havia sido cumprido o prazo para a retirada das forças de portos e outras áreas daquela cidade.

O porto do Mar Vermelho é a porta de entrada da maioria das mercadorias importadas pelo Iêmen e da ajuda humanitária, que representa um salva-vidas para milhões de pessoas no país mais pobre do mundo árabe.

Após dois dias de conversas em Hodeida, o governo iemenita e os huthis fecharam um acordo, em sua primeira fase, para iniciar a retirada, e também aprovaram, a princípio, uma segunda fase, informou a ONU em comunicado.

O general dinamarquês Michael Lollesgaard liderou as negociações, como coodenador do Comitê de Remobilização (RCC), que inclui o governo e os huthis.

"As partes fizeram progressos importantes no planejamento da retirada de forças", mas não deram uma data para o inicio da desmilitarização. "Também acertaram, a princípio, a segunda fase da remobilização, à espera de consultas adicionais com seus respectivos líderes", informou a ONU.

A primeira fase prevê a retirada dos portos de Hodeida, Saleef e Ras Issa, e de áreas da cidade onde há instalações humanitárias.

A ONU espera que a redução da tensão em Hodeida permita que a ajuda médica e alimentar chegue a milhões de pessoas que estão à beira da inanição no Iêmen.

Uma nova rodada de negociações está prevista para daqui a uma semana, a fim de concluir os detalhes da segunda fase da remobilização de forças, assinala o comunicado.

O cessar-fogo e o acordo de retirada de Hodeida, em Estocolmo, foi celebrado como o passo mais importante até o momento para pôr fim à guerra de quase quatro anos no Iêmen.

 

 

 

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