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Bush e Stone Temple Pilots fazem baile da saudade do pós-grunge em São Paulo

Bush manteve vigor e STP fez cover ruim de si mesmo. Bandas ainda tocam nesta sexta-feira 15 no Rio e no domingo 17 em BH.

 
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O Bush e o Stone Temple Pilots já estavam longe de serem as bandas mais originais lá nos anos 90, então não importou tanto assim na noite desta quinta-feira (14) o fato de ambos terem voltado a São Paulo com formações seminovas.

O baile da saudade do pós-grunge teve relativo sucesso no Credicard Hall, com 4,5 mil pessoas na casa que comportava na noite 5,2 mil. Agora eles tocam na sexta-feira (15) no Rio de Janeiro e no domingo (17) em Belo Horizonte - veja serviço no final.

Ambas reciclaram o som de Seattle longe do cenário original: o Stone Temple Pilots na Califórnia e o Bush em Londres. Os dois tiveram boas fases, mas nada genial, o que faz da turnê conjunta um achado em termos de nostalgia descompromissada.

A tarefa não muito difícil foi bem cumprida por Gavin Rossdale, líder do Bush, ainda com o vigor de 25 anos atrás. Já o Stone Temple Pilots conseguiu a proeza de ficar aquém desse sarrafo baixo, com um novo vocalista que os transforma em covers ruins de si mesmos.

Bush mantém o vigor — Foto: Camila Cara / T4F / Divulgação. Bush mantém o vigor — Foto: Camila Cara / T4F / Divulgação.

Bush mantém o vigor — Foto: Camila Cara / T4F / Divulgação.

Como é o elenco 2019?

Desde 2017, o vocalista do Stone Temple Pilots banda é Jeff Gutt, que participou do programa de TV "The X Factor" nos EUA em 2012. O resto dos integrantes é o mesmo desde o início: os irmãos Dean (guitarra) e Robert DeLeo (baixo) e o baterista Eric Kretz. Eles lançaram um disco autointitulado em 2018.

O Stone Temple Pilots tem dois ex-vocalistas que morreram nos últimos anos. Scott Weiland, voz de todas as músicas mais conhecidas da banda, morreu em 2015. Chester Bennington, do Linkin Park, que também cantou com o Stone Temple Pilots entre 2013 e 2015, morreu no ano passado.

Já o Bush tem o cantor da formação original, Gavin Rossdale, e ainda o baterista dos anos 90, Robin Goodridge. Os outros dois integrantes, Chris Traynor (guitarra) e Corey Britz (baixo) tocam desde o retorno do grupo em 2010. O último disco é de 2017 (não que isso importe, pois claro que o repertório de ambos é quase todo dos primeiros álbuns).

Gavin garoto

Aos 53 anos, Gavin Rossdale virou um tiozão garoto inglês que mostra ao vivo como seria se Jude Law interpretasse Dinho Ouro Preto na cinebiografia do Capital Inicial.

Tem algo de sarcasmo inglês e algo de empolgação genuína. Como aquelas músicas não têm nenhum segredo, a questão é tocar os dois acordes como se fosse algo bem difícil e profundo, o que ele ainda faz muito bem.

Fala (até demais) com o público durante as músicas e cria os dois momentos mais simpáticos da noite:

Primeiro, sai do roteiro e toca “Greedy Fly” a pedidos, depois de fazer muita hora com a cara dos fãs. Depois, canta “Little things” no meio do Credicard Hall.

Não foi uma descida para fazer cena. Ele ficou uns bons minutos sendo agarrado, cantando entre puxões de cabelo. Isso no meio da área comum, depois de ter zoado de leve "as pessoas ricas" das outras áreas. Gavin é do povo.

Stone Temple Pilots automáticos

Se o Bush manteve a dignidade, não se pode dizer o mesmo do Stone Temple Pilots. O novo vocalista, Jeff Gutt, é um cosplay de Scott Weliand. Pior que nem imita tão bem.

A banda original faz o que pode e até que se esforça - palmas para o baixista Robert DeLeo, que fica na frente do palco e às vezes fala com o público no lugar do vocalista, como que para lembrar que não estamos vendo um show cover.

O Café Piu Piu é aqui

Mas também não dá para tirar a culpa deles de ter escolhido Jeff - ex-candidato do reality musical “The X Factor”, um robô com muita pose e pouca personalidade.

Até num Café Piu Piu da vida ou outra casa de show de bandas covers de rock por São Paulo e pelo mundo achariam alguém igual ou melhor.

Ele copia o visual, a voz e até a dança de ombrinho de Weiland. Mas só sabe imitar um modo da voz dele, aquele mais grunge padrão, tipo de “Plush”. Quando precisou ser mais solto como em “Big band baby”, foi constrangedor.

Rio de Janeiro

  • Quando: Sexta (15)
  • Onde: KM de Vantagem Hall - Av. Ayrton Senna, 3000 - Barra da Tijuca
  • Ingressos: R$ 130 a R$ 590 pelo site Tickets For Fun

Belo Horizonte

  • Quando: 17 de fevereiro, domingo
  • Onde: KM de Vantagem Hall - Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 - Savassi
  • Ingressos: R$ 110 a R$ 400 pelo site Tickets For Fun

 

 

 

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