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Avril Lavigne exorciza seu drama e celebra vida nova com voz antiga em '''Head above water'''; G1 ouviu

Após seis anos sem lançar disco, cantora que sobreviveu a doença rara volta com baladas sobre a experiência dramática, mas sem novidades musicais em seu sexto álbum.

 
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Em "Head above water", Avril Lavigne canta sobre lutar pela vida, sobreviver, repensar seus valores. É justo: a canadense quase morreu por conta da rara doença de Lyme. Mas, ao menos musicalmente, a Avril renascida se parece demais com a Avril de sempre.

As baladas sérias, grandiosas, com muito piano e cordas que dominam seu sexto disco, seis anos após o anterior, dão pouco espaço para algo diferente. É muito a Avril de "power ballads" como "I'm with you" (2002), mas sem a mesma inspiração.

Já a Avril moleque de "Sk8er boi" tem aparição relâmpago em "Dumb blonde", com Nicki Minaj. De resto, vários produtores e parceiros de composição diferentes puxam um pouquinho para o soul, depois para o rock acústico, mas nunca longe do que se espera.

Leia o faixa a faixa:

1 - "Head Above Water"

Já tinha sido divulgada e foi tema do G1 Ouviu (veja vídeo abaixo). A cantora de 34 anos fez essa música deitada na cama: enquanto lutava contra a doença de Lyme. Aos 33 anos, ela fala sobre a sensação de estar quase morrendo, como se estivesse afogando.

É a letra mais dramática da carreira. Musicalmente, não é tão impactante. É uma balada com piano, timbres e texturas que fazem lembrar "Wrecking Ball", da Miley Cyrus. As duas foram produzidas pelo canadense Stephan Moccio.

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2 - "Birdie"

Também começa com piano, mas tem uma cara mais contemporânea: percussão forte e vocal super agudo, reclamando de uma mulher que teve as asas cortadas e perdeu a liberdade. Continua com essa impressão de que Avril está exorcizando o pior período de sua vida, relatando essas experiências ruins e ao mesmo tempo se libertando delas.

3 - "I fell in love with the devil"

Arranjo de cordas sem economia: parece trilha de um longa bem triste e autobiográfico. "Ursinhos e cartas de desculpas não vão melhorar as coisas. Não me enterre viva", ela canta.

Avril contou em entrevista que a tal paixão pelo "demônio" coincidiu com o período de sua doença. Pode ser ou não Chad Kroeger, do Nickelback, com quem foi casada entre 2013 e 2015. A doença foi diagnosticada em 2014, mas o tratamento durou mais de dois anos.

4 - "Tell me it's over"

Outra que já tinha sido divulgada e foi tema do G1 Ouviu (veja vídeo abaixo). Essa é só um pouco diferente das "power ballads" de sempre. É neosoul bem feito e sem dispensar o refrão dramático.

Avril explicou que “Tell me it’s over” é sobre ser forte, finalmente dar um basta e fechar as portas para uma relação. Não há sinal daquela Avril skatista do passado. Mas o empoderamento permanece. A diferença é que agora é um empoderamento mais adulto, não adolescente.

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5 - "Dumb blonde" com Nicki Minaj

Não tem nada a ver com o resto do disco. E é boa. O título é o mesmo da música de Gabriel O Pensador, "Lôra burra", mas o recado é o contrário. Ela não é nada burra. É a única que lembra a "Avril moleque" do início da carreira.

Elas misturam rap e pop-punk e o resultado tem seu valor. Lembra Charli XCX. A coautora é craque do pop feminino: Bonnie McKee, parceira de Katy Perry em "California Gurls", "Teenage Dream", "Last Friday Night (T.G.I.F.)" outras. Ouça trecho e comentário no G1 Ouviu desta sexta-feira:

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6 - "It Was in Me"

Volta o pianão choroso. Você já ouviu a história da letra mil vezes antes: Avril procurava a resposta para suas angústias em festas e bens materiais, mas a resposta estava o tempo todo dentro dela, em sua alma. Dá para acreditar? Tudo que ela precisava era confiança e fé. Beira a música religiosa (a faixa título, aliás, está tocando bem em rádios cristãs nos EUA).

7 - "Souvenir"

O vocal é um pouco mais sutil e tem um arranjo moderninho, com produção de Jon Levine, que trabalhou com Dua Lipa e Drake. Mas vai repetindo o refrão e "yeah yeahs" à exaustão no final e acaba tendo mais a cara da Lavigne que do Levine.

8 - "Crush"

Assim como em "Tell me it's over", essa puxa para o soul pop. Melodia bonitinha e boa performance de Avril no início, que até lembra Amy Winehouse. Há um pouquinho menos de pessimismo: Avril se divide entre o medo de se dar mal e um amor de verdade.

'Dumb Blonde', parceria entre Avril Lavigne e Nicki Minaj, é lançada nesta terça (12) — Foto: Reprodução/YouTube/AvrilLavigne 'Dumb Blonde', parceria entre Avril Lavigne e Nicki Minaj, é lançada nesta terça (12) — Foto: Reprodução/YouTube/AvrilLavigne

'Dumb Blonde', parceria entre Avril Lavigne e Nicki Minaj, é lançada nesta terça (12) — Foto: Reprodução/YouTube/AvrilLavigne

9 - "Goddess"

Acústica, na voz e violão. O dedilhado poderia estar em qualquer MTV Unplugged do final dos anos 90. "Tempos sombrios, tempos difíceis", começa Avril. Mas ela aponta para um final mais good vibe: nestas sombras, ela achou um cara que era tudo que esperava e a trata como uma deusa.

10."Bigger Wow"

Também começa com um dedilhadinho, mantendo o clima acústico. Mas aí entram cordas e depois bateria e todo o resto. Vira um pop qualquer coisa. Segue no caminho da escuridão à luz, mas com uma mudança drástica. Agora o otimismo é infantil. "A gente pode cair como confetti, subir como pipas, sem medo das alturas".

11 - "Love Me Insane"

Mais piano e letra super romântica. Contrabaixo acústico dá um suposto clima intimista. Mas não se engane. Logo ela vai começar seus "yeah yeahs" de sempre e clamar por um amor insano.

12."Warrior"

O ex, Chad Kroeger, assina a coautoria da faixa de encerramento (ou seja, se ela ainda valorizou a parceria, é provável que ele não seja o cara que ela não quer ver mais nem pintado da faixa 3).

O refrão é o maior lugar-comum do mundo. Ela não se contém no final apoteótico que exalta sua própria força: "Eu sou uma guerreira, eu luto pela minha vida. Como um soltado pela noite".

Aivril Lavinge — Foto: Joshua Blanchard/AFP Aivril Lavinge — Foto: Joshua Blanchard/AFP

Aivril Lavinge — Foto: Joshua Blanchard/AFP

 

 

 

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