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Brumadinho: total de mortos subiu para 157. Há ainda 182 desaparecidos

 
No fim da tarde desta quinta-feira (7/1), a Defesa Civil de Minas Gerais divulgou novo balanço sobre vítimas e desaparecidos em Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, ocorrido no último dia 25.

Segundo o levantamento, subiu para 157 o total de mortos em decorrência da tragédia. Ao todo, já foram identificados 134 corpos. Ainda há 182 pessoas desaparecidas: 55 da empresa Vale, responsável pela mina, e 127 moradores e frequentadores da região. Três vítimas permanecem hospitalizadas.

Nesta quinta, os trabalhos de buscas por corpos e sobreviventes foi prejudicado pela forte chuva que caiu na região, o que impediu helicópteros de decolarem logo cedo. As equipes tiveram que fazer o trabalho a pé. Agora, os socorristas contam com ajuda de retroescavadeiras para vasculhar a lama e localizar cadáveres.

As autoridades tiveram conhecimento do paradeiro de 393 pessoas, antes tidas como desaparecidas: 294 estavam na lista da mineradora e 169 são da comunidade. O município calcula que 133 moradores permaneçam desabrigados. Eles tiveram as casas destruídas pela lama de rejeitos químicos liberados com o rompimento da barragem ou a estrutura dos imóveis apresentam riscos. Os desabrigados estão, provisoriamente, instalados em hotéis da região.

Prefeito fala em reconstrução

Se em um primeiro momento as autoridades do município concentraram seus esforços no atendimento à população, agora já falam na reconstrução de Brumadinho. Segundo o prefeito Avimar de Melo, a prefeitura negocia com a vale e um fundo canadense um aporte para as obras.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva, mas o político não detalhou nada sobre a possível parceira. Destacou, contudo, que mantém as tratativas com a mineradora para prestar o devido apoio às vítimas da tragédia, incluindo custeio de despesas dos atingidos e da reconstrução das estruturas danificadas.

A Vale, por sua vez, anunciou a compra de equipamentos para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte (MG), que trabalha na identificação das vítimas: Brumadinho fica na região metropolitana da capital mineira. De acordo com a empresa, já foi instalado no IML um flat scan, que custou R$ 1,3 milhão e permite escanear raios-x para laudos periciais.

Já a Polícia Federal abriu investigação sobre o possível acúmulo de água e falhas de drenagem e de segurança na mina. Nesta quinta, deixaram a cadeia os funcionários da Vale e engenheiros de empresa terceirizada que atestaram a estabilidade da estrutura: a liberdade foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quarta (6).


Metrópoles

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