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Marido de política italiana negra concorre por partido de acusado de racismo

Em 2013, ex-ministra Cécile Kyenge foi comparada a um orangotango pelo vice-presidente do Senado em um ato da Liga. Ela anunciou agora que está se divorciando de Domenico Grispino, mas defendeu a liberdade de ele se candidatar com quem quiser .

 

O marido da ex-ministra de Integração da Itália Cécile Kyenge será candidato nas eleições municipais de Castelfranco Emilia, na região da Emilia-Romana, pela Liga Norte, o mesmo partido do senador que a comparou a um "orangotango" em 2103.

Cécile, originária da República Democrática do Congo, foi insultada pelo ex-vice-presidente do Senado da Itália Roberto Calderoli, que disse que quando via imagens da ministra não podia deixar de "pensar nas feições de um orangotango".

Por estas declarações, feitas em julho de 2013 em um ato da Liga, Calderoli, também ex-ministro do governo de Silvio Berlusconi, foi condenado a 18 meses de prisão, embora não tenha sido detido porque a pena foi suspensa.

Agora, Domenico Grispino, o marido da ex-ministra, anunciou nesta terça-feira (5) em entrevista à "Radio24" sua candidatura pela legenda de extrema-direita e disse que "as pessoas da Liga são decentes".

Cécile Kyenge, agora eurodeputada do progressista Partido Democrata (PD), afirmou que vai se divorciar de Grispino, em comunicado divulgado no Twitter.

"A única novidade é o fato de que está finalmente se aproximando a data da audiência diante do juiz para pôr fim ao nosso casamento; uma audiência que eu mesma pedi há meses", afirmou a política.

A ex-ministra defendeu a "liberdade" de Grispino de "se candidatar com quem quiser", algo que "está garantido na Constituição italiana".

"Continuarei minha luta política contra a exclusão e a xenofobia, promovendo a inclusão social e a coesão na Itália", concluiu Cécile.

 

 

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