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Félix Tshisekedi é declarado vencedor da eleição presidencial na República Democrática do Congo

Resultado ainda pode ser questionado na justiça. Chegada de Tshisekedi à presidência representará a primeira transição política pacífica no maior país da África Subsaariana desde sua independência, em 1960.

 

O candidato da oposição Félix Tshisekedi venceu as eleições presidenciais na República Democrática do Congo, anunciou nesta quinta-feira (10) a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI). O resultado ainda pode ser questionado na Corte Constitucional.

"Tendo obtido 7.051.013 votos expressados validamente, ou 38,57%, é proclamado provisoriamente presidente eleito da República Democrática do Congo Tshisekedi Tshilombo Félix", declarou o presidente da CENI, Corneille Nangaa.

Félix Tshisekedi vai suceder o presidente Joseph Kabila, que está no poder desde que seu pai foi assassinado em janeiro de 2001. A chegada de Tshisekedi à presidência representará a primeira transição política pacífica no maior país da África Subsaariana desde sua independência, em 1960.

'Golpe eleitoral'

O resultado da eleição já foi questionado pelo segundo colocado, candidato também de oposição, Martin Fayulu, que teve 34,8% dos votos. Em entrevista à RFI, Fayulu qualificou sua suposta derrota de "golpe eleitoral".

Apesar de o vencedor ser filho de um opositor histórico, existe a suspeita que ele tenha fechado, por baixo do pano, uma aliança com o clã de Kabila.

Em seu discurso da vitória, Tshisekedi prestou homenagem a Kabila, referindo-se a ele como um importante parceiro político, de acordo com a RFI. Ele também declarou que não será o presidente de uma organização política, nem de uma tribo, mas o presidente de todos os congoleses.

A França pediu esclarecimentos sobre os resultados. O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, afirmou que os dados não estão de acordo com o que apurou a Conferência Episcopal do Congo, que acompanhou a votação com 40 mil observadores, e vinha apontando vitória de Martin Fayulu em suas projeções.

Apoiadores de Felix Tshisekedi festejam resultado das eleições do lado de fora da sede do partido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, nesta quinta-feira (10)  — Foto: Baz Ratner/ Reuters Apoiadores de Felix Tshisekedi festejam resultado das eleições do lado de fora da sede do partido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, nesta quinta-feira (10)  — Foto: Baz Ratner/ Reuters

Apoiadores de Felix Tshisekedi festejam resultado das eleições do lado de fora da sede do partido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, nesta quinta-feira (10) — Foto: Baz Ratner/ Reuters

Em tom cauteloso, a Bélgica disse que os resultados requerem uma avaliação detalhada do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nos próximos dias.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu calma a todas as partes e que evitem a violência.

Joseph Kabila

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, durante discurso na ONU em 25 de setembro de 2014 — Foto: Reuters/Lucas Jackson/File Photo O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, durante discurso na ONU em 25 de setembro de 2014 — Foto: Reuters/Lucas Jackson/File Photo

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, durante discurso na ONU em 25 de setembro de 2014 — Foto: Reuters/Lucas Jackson/File Photo

O pleito foi adiado três vezes desde que o líder autoritário Joseph Kabila se apegou ao poder no fim de 2016, quando deveria ter deixado o cargo.

Kabila não se apresentou para estas eleições, nas quais concorreram 21 candidatos, entre eles o sucessor escolhido pelo presidente, o ex-ministro do Interior Emmanuel Ramazani Shaday.

Os Estados Unidos haviam ameaçado com possíveis sanções contra qualquer tentativa de subverter "o processo democrático".

A República Democrática do Congo é rica em minerais, como diamante, coltan, cobre, ouro e também tem grande potencial agrícola, mas a população congolesa vive em uma situação de grande pobreza.

 

 

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