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Vigilância sanitária e Seminfra fiscalizam vendas irregulares de carne em Santarém

Em muitos pontos da cidade estão sendo verificadas vendas clandestinas de carnes que podem prejudicar a saúde da população.

 

A Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Santarém (Seminfra), no oeste do Pará, estão mapeando diversos pontos de venda irregular de carnes na cidade, que funcionam aos fins de semana, nos cruzamentos com grande movimentação. A preocupação é que o aumento dessas vendas cause um problema de saúde pública.

São vendidas, principalmente, carnes de porco e carneiro, em locais impróprios, sem a inspeção, informações sobre a procedência e acondicionamento necessários, na beira da rua, em calçadas, onde ficam expostas á poeira, sol, moscas e a todos os tipos de bactérias. Os vendedores não utilizam luvas e as carnes vão direto para a sacola, sem a embalagem e as condições de higiene corretas.

Como as vendas ocorrem em muitos locais, a Vigilância Sanitária pede a colaboração da população para que não compre essas carnes e denuncie.

“É um produto que põe em risco a saúde. A maioria dos animais são abatidos em quintais, em locais totalmente impróprios, às vezes de madrugada. O porco fica exposto, pegando poeira, pegando o bacilar das pessoas que estão falando próximo, que é o cuspe, moscas que colocam suas larvas”, explicou o chefe da Vigilância Sanitária em Santarém, Walter Matos.

A carne abatida de forma clandestina não passa por Inspeção Federal, serviço atrelado ao Ministério da Agricultura, Inspeção Estadual e nem Inspeção Municipal, feitas por órgãos responsáveis pela fiscalização da produção industrial e sanitária dos alimentos.

De acordo com pessoas que moram perto da Feira Aeroporto Velho e Feira do Mercado Tupaiulândia, há abate de animais e falta de higiene nas redondezas.

As carnes vão parar na mesa das pessoas com contaminações e, mesmo sendo lavadas e escaldadas, podem levar os consumidores a adoecerem.

“Recebemos uma carne contaminada, que veio de abate totalmente inadequado. A quantidade de agentes bacterianos que a carne pode ter é a mais diversa possível, além das doenças que o animal pode ser portador, pois não são inspecionados”, ressaltou a médica veterinária Mara Ortência.

Carnes que são vendidas em pontos irregulares e não passam por inspeção podem causar problemas à saúde da população — Foto: Divulgação Carnes que são vendidas em pontos irregulares e não passam por inspeção podem causar problemas à saúde da população — Foto: Divulgação

Carnes que são vendidas em pontos irregulares e não passam por inspeção podem causar problemas à saúde da população — Foto: Divulgação

O objetivo do mapeamento é desativar as vendas. As pessoas que são notificadas têm um prazo para retirar o material. “Fizemos um levantamento, temos nomes de pessoas que já foram notificadas. Se ela já havia sido notificada, será multada imediatamente, porque está vendendo sabendo que não pode”, informou Walter Matos.

Além da questão da saúde pública, há a ocupação irregular do espaço público. Barracas instaladas umas próximas a outras formam uma feirinha.

“Eles ocupam sem a permissão da Prefeitura. É uma ocupação indevida, fora dos padrões de higiene e não tem como o município permitir. Muitos vêm tentar se legalizar, fazem requerimento e indeferimos, uma vez que não condiz com a atividade e com o local”, destacou o chefe de fiscalização da Seminfra, Gilmar Santos.

As pessoas interessadas em comercializar carnes devem buscar informações com os órgãos competentes sobre como se legalizarem e a forma correta de trabalhar, conforme os critérios exigidos pela saúde.

 

 

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