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Canudos sustentáveis viram alternativas para preservar o meio ambiente

Comum e outras cidades do país, os canudos são feitos de papel e inox. Mudança de prática de consumo busca reduzir o alto índice de produção de lixo que contamina o rio Guamá, que banha a capital.

 

Preocupados com a questão ambiental e o descarte irregular de lixo, um grupo de amigos trouxe a Belém um costume quem vem se espalhando por outras capitais do país: o uso do canudo sustentável. Feitos de papel ou inox, os canudos têm a mesma utilidade dos fabricados com plástico, mas não prejudicam o meio ambiente.

"Assim que começamos a vender o produto, nosso estoque acabou rápido. Todos queriam os novos canudos. Pensamos muito também na condição dos nossos animais aqui na Amazônia. O plástico normalmente vai para os rios e pode prejudicar a saúde dos animais", disse a nutróloga Daniela Gaspar.

Os prejuízos à fauna e à flora da região já estão sendo percebidos. Segundo um estudo realizado por um projeto da Universidade Federal do Pará (UFPA), o rio Guamá, que banha a capital, recebe cerca de 100 objetos plásticos por hora vindo do rio Tucunduba. De acordo com a pesquidora Sury Monteiro, a fragmentação do material na natureza é a grande preocupação dos ambientalistas.

"Ao ser jogado no rio o plástico se fragmenta em micropartículas. Esse microplástico pode ser ingerido por organismos menores. Esse material é acumulado durante a cadeia alimentar até chegar em grandes organismos, como os seres humanos", afirmou.

Segundo a bióloga Andreza Carvalho, a iniciativa dos canudos sustentáveis podem representar um começo para outras propostas de preservação ambiental. "Isso é um projeto de médio a longo prazo. Mas mesmo assim, por menor que a iniciativa comece, ela já está ajudando na preservação da nossa natureza".

 

 

 

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