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Acusado de tráfico de drogas vai a júri popular por morte de empresário vítima de overdose em festa de Belém

De acordo com a determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Jeferson Sampaio ministrou uma dose letal de ''gota'' para o empresário João de Deus Rodrigues. O caso aconteceu em 2015.

 

Jeferson Michel Miranda Sampaio, denunciado pelo Ministério Público por crime de homicídio em que foi vítima o empresário João de Deus Rodrigues, sentará no banco de réus ainda neste ano, segundo determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém divulgada na terça-feira (8).

João de Jesus Rodrigues morreu após ingerir alta dose de drogas em casa noturna de Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal João de Jesus Rodrigues morreu após ingerir alta dose de drogas em casa noturna de Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

João de Jesus Rodrigues morreu após ingerir alta dose de drogas em casa noturna de Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

Em cinco dias, Ministério Público e a defesa do acusado deverão apresentar a relação de testemunhas (até o máximo de cinco para cada uma das partes) que irão depor em plenário. A data do julgamento será marcada após a apresentação do rol de testemunhas e será incluída na pauta de júris deste ano.

O caso

De acordo com o processo, Jefferson é acusado de ter ministrado em João de Deus dose letal da droga GHB, conhecida por “gota” ou “doce”, durante uma festa em uma casa noturna de Belém no dia 27/02/2015. Testemunhas ouvidas durante a instrução processual afirmaram que o acusado, que também responde por crime de tráfico de drogas (que está conexo ao crime de homicídio), ministrou a droga na vítima quando esta estava alcoolizada, tendo diminuída a sua capacidade de discernimento.

Ao todo, foram ouvidas 18 pessoas entre testemunhas e informantes, que confirmaram o fornecimento de drogas pelo réu. Conforme os relatos, em um episódio anterior, Jeferson Michel teria comparecido a uma reunião particular na residência da vítima e teria sido visto manipulando caixas de sucos e bebidas no evento, além de tentar fazer a vítima ingerir mais bebida. Pessoas ouvidas que participaram da reunião e consumiram as bebidas passaram mal, apresentando sintomas de intoxicação.

Inicialmente, a morte do empresário foi considerada como morte acidental por ingestão de substância psicoativa. A Polícia passou a investigar e descobriu que a droga era fornecida por um traficante, chegando ao nome de Jeferson Sampaio, 31 anos. Ele costumava vender drogas em casas noturnas e conhecia diversos jovens de classe média e alta, frequentadores de baladas em fins de semana, em Belém, entre eles a vítima João de Deus.

 

 

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