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Supremo da Venezuela convoca Maduro para empossá-lo como presidente reeleito

Posse está marcada para quinta-feira ao meio-dia, no horário de Brasília; líder chavista não fará seu juramento diante da Assembleia Nacional. Parlamento não reconhecerá mandato, assim como diversos países, incluindo o Brasil.

 
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O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela convocou nesta terça-feira (8) o chefe de Estado, Nicolás Maduro, para empossá-lo na próxima quinta-feira como presidente reeleito por ter obtido a vitória em um pleito apontado como fraudulento pela oposição e não reconhecido por vários governos.

O presidente do Supremo, Maikel Moreno, disse nesta terça-feira que o líder chavista não fará seu juramento diante da Assembleia Nacional (AN, parlamento), como indica a Constituição, pois este fórum, que é controlado pela oposição, está em situação de "desacato".

Os magistrados estipularam convocar Maduro para o dia 10 de janeiro às 14 horas (12 horas em Brasília) "para ser juramentado como presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela para o período 2019-2025", disse Moreno em um pronunciamento transmitido pelo canal "Telesur".

O Supremo declarou a Câmara em desacato semanas depois que o antichavismo assumiu a maioria de suas cadeiras no início de 2016 e, desde então, Maduro não presta contas aos deputados, enquanto o restante dos poderes públicos, próximos do Poder Executivo, não levam em conta as decisões do Legislativo.

Esta situação "impossibilita que o cidadão Nicolás Maduro, presidente eleito e interino, faça (o juramento) diante da Assembleia Nacional", disse Moreno.

Em maio de 2018, Maduro ganhou com quase 70% dos votos em uma disputa na qual o grosso da oposição não participou por considerar que não havia condições para uma disputa eleitoral justa e transparente, entre outras coisas, devido à inabilitação política de seus principais dirigentes.

O parlamento disse que não reconhecerá a legitimidade de Maduro a partir desta quinta-feira, quando, segundo os deputados, a primeira magistratura do país será "usurpada" pelo líder chavista.

Vários governos das Américas e da Europa - incluindo o Grupo de Lima, do qual faz parte o Brasil - advertiram que não reconhecerão o novo mandato de Maduro, que já é apontado por alguns como um regime ditatorial, sob o qual o país sul-americano entrou em sua pior crise econômica.

'Lealdade absoluta'

Também nesta terça-feira a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) jurou lealdade absoluta ao presidente Nicolás Maduro. O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, leu um comunicado assinado por parte do Alto Comando Militar no qual o órgão reitera o apoio.

"A cúpula militar expressa seu irrestrito apoio e lealdade absoluta ao nosso comandante-em-chefe para o período entre 2019-2025", disse Padrino no evento, que foi transmitido pela emissora estatal de televisão "VTV".

O ministro indicou que a ordem de escrever o comunicado veio do próprio Maduro e serve para indicar que não há "entreguismo" dentro das Forças Armadas, como acusa a oposição.

 

 

 

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