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Polícia prende mais um envolvido na morte de professor da UFMT

 
A Polícia Judiciária Civil prendeu na tarde de sábado (05) o segundo suspeito envolvido na morte do professor universitário Francisco Moacir Pinheiro Garcia, 53, em dezembro do ano passado. Preso pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop, o suspeito afirmou que a vítima sofreu uma emboscada.

V. F. de O., 20 anos, contou em depoimento que agiu em conjunto com outros dois suspeitos. Um deles (R. P., 32 anos), possuía relalacionamento afetivo com a vítima e residia na mesma casa, e foi preso na sexta-feira (04), em Sorriso. O outro comparsa é um adolescente, já identificado.

Em interrogatório, V. declarou que não conhecia a vítima e R. P. entrou em contato com ele, após pegar seu contato com o adolescente que trabalha em uma academia, dizendo que “tinha um corre pra fazer”. O suspeito afirmou que R. combinou que era para ele e o menor irem até o condomínio onde a vítima morava, se esconderem em área de mato nas proximidades e que quando R. passasse na frente iria dar sinal luminoso com o veículo para que realizassem a simulação de um assalto.

Ainda de acordo com o depoimento de V., R. havia dito que levaria a vítima para um local ermo (mata) e que a amarraria. Mas que ao chegar nesse local (nas proximidades do município de Cláudia), a vítima teria percebido que o amigo (R.) estava envolvido com os assaltantes.

Nesse momento, V. afirma que R. teria mandado a vítima descer do carro e seguido com ela por alguns metros em uma propriedade rural, deixando os dois comparsas no veículo. O depoente declarou que pouco tempo depois (aproximadamente 10min) foram ouvidos disparos de arma de fogo (provavelmente de calibre. 22).

Victor afirmou que houve a promessa, por parte de R., de pagamento de R$ 25 mil. O comparsa teria comentado que venderia o carro da vítima e também a casa de propriedade do professor.

De acordo com o delegado titular da Derf Sinop, Ugo Ângelo Reck de Mendonça, o caso segue em investigação buscando individualizar as condutas e identificar a participação real de cada um dos três envolvidos no crime.

As duas prisões (de V. e R) são decorrentes de cumprimentos de mandados de prisão temporária representadas pela Polícia Civil. O delegado já representou pela conversão da prisão temporária dos suspeitos por preventiva.

As diligências para a prisão de R. contaram com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital.

O caso

O desaparecimento  da vítima foi comunicado na Polícia Judiciária Civil em 20 de dezembro, por uma amiga, que contou que tentou manter contato por ligações e mensagens com o amigo, e uma pessoa respondeu com vários erros de português, o que seria improvável ser a vítima já que é professor.

A foto do perfil no whatsapp também tinha sido retirada. O telefone estava dando desligado, o veículo da vítima também não foi encontrado na casa dele. A vítima tinha uma consulta marcada no dia 19/12 devido uma cirurgia que fez no braço, mas a atendente disse que ele havia pedido para remarcar a consulta, pois estava em viagem com problemas pessoais. Na mesma data a vítima falou a parentes que tinha indo na consulta e estava tudo bem, indicando que alguém estava usando o aparelho celular da vítima.  

Cinco dias antes da comunicação do desaparecimento (15.12), um corpo foi localizado às margens de uma rodovia entre os municípios de Claudia e União do Sul e estava até então sem identificação.
A amiga da vítima reconheceu o corpo no IML de Sinop como sendo o professor.


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