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POLÍTICA

Mauro Mendes não descarta atraso de 30 dias em salários

 
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Relatórios que recebeu dos servidores que atuaram na equipe de transição, desde o período pós-eleição até o momento da posse, não deixaram o governador Mauro Mendes (DEM) tranquilo em relação às finanças do Estado. A situação foi revelada por ele próprio, durante seu discurso na cerimônia de posse, ocorrida no último dia 1º. Atrasos de salários que podem chegar a 30 dias não estão descartados.

“Recebi relatórios que, pra sua apresentação, alguns deles demoraram 6 horas. Em nenhum deles eu vi realidades que pudessem me deixar tranquilo e pensar assim: Naquela área, naquela pasta, posso deixar pra trabalhar daqui algum tempo”, revelou.

No discurso, o governador comparou o Estado com uma empresa em que todo o dinheiro que se arrecada não é suficiente para quitar as despesas do mês e citou a situação dos sucessivos atrasos nos pagamentos dos salários dos 100 mil servidores, ocorridos na gestão passada. Em tom de pessimismo, Mauro afirmou que o cenário pode piorar ainda mais.

“Servidores que sonhavam e há mais de 20 anos recebiam no dia 30, passaram a receber no dia 10, atrasou-se mais alguns dias, já chegou a ser no dia 20, 21. Daqui a pouco, esse sonho do dia 30 vai se realizar, mas como um pesadelo, com 30 dias de atraso. Então, meus amigos, isso não está correto”, disse.

O chefe de Estado também lembrou que há dívidas ainda com fornecedores, que estão há meses sem receber, o que demanda do governo um equilíbrio fiscal. “Se o Estado de Mato Grosso fosse uma empresa privada, ela estaria em recuperação judicial”, afirmou Mendes, reforçando sua analogia do Estado com o setor privado.

Na ocasião, o governador ressaltou que para “enxugar a máquina pública” e fazer com que ela seja eficiente e entregue resultados à população, já reduziu o número de secretarias de 24 para 15 e, além disso, enviará para a Assembleia Legislativa um projeto de reforma administrativa, conforme já foi noticiado pelo . Segundo Mendes, tal medida fará com que sobre dinheiro em caixa para “investir naquilo que importa ao cidadão”.


Gazeta Digital

 

 

 

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