Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Ex-chefe de campanha de Donald Trump mentiu sobre contato com homem ligado à inteligência da Rússia

Investigadores encontraram mentiras no interrogatório de Paul Manafort, o que pode agravar a pena recebida pelo ex-chefe de campanha de Trump.

 
 -   head  meta charset 'utf-8 link rel 'preconnect' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'dns-prefetch' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'prec
head meta charset 'utf-8 link rel 'preconnect' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'dns-prefetch' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'prec

Paul Manafort, ex-chefe da campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, mentiu para investigadores federais sobre interações que teve com um homem ligado à inteligência russa. É o que acusou nesta sexta-feira (7) o conselho especial que investiga se o agora presidente fez ou não um conluio com a Rússia nas eleições de 2016.

Segundo os investigadores, Manafort contou "mentiras perceptíveis" nos interrogatórios. O relatório divulgado nesta sexta-feira diz que as respostas falsas do ex-chefe de campanha "não eram meros lapsos de memória".

Manafort já havia sido acusado, no fim de novembro, de ter mentido aos investigadores, mas o conselho que apura o suposto conluio não havia divulgado quais as mentiras. Por causa do falso testemunho, ele pode perder o acordo de culpa e ser condenado a passar o resto da vida na prisão.

A Reuters afirma que os investigadores acusam Manafort de ter mentido sobre aspectos considerados chave no inquérito:

  • As interações mantidas com o consultor político russo-ucraniano Konstan Kilimnik;
  • As tentativas de Kilimnik de sabotar testemunhas;
  • As circunstâncias em torno de um pagamento de US$ 125 mil a uma empresa que trabalhou para Manafort;
  • Os contatos de Manafort com representantes do governo Trump.

Kilimnik é acusado pelo procurador especial Robert Mueller de ter laços com agentes de inteligência militar da Rússia. Essa unidade espiã russa teria hackeado os computadores do Partido Democrata durante a campanha de 2016.

A equipe de Mueller identificou as mentiras após, segundo a CNN, ter encontrado dados de comunicação e o histórico de viagem de Kilimnik.

Manafort, que está detido, foi condenado à prisão em agosto por oito acusações de fraude bancária e fiscal. Ele é o primeiro integrante da equipe eleitoral do então candidato Donald Trump a ir a julgamento por acusações decorrentes da investigação sobre a ingerência russa na corrida presidencial de 2016 nos Estados Unidos.

Laços com a Rússia

Foto de 2016 mostra o então chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort — Foto: Chip Somodevilla / Getty Images North America / AFP Foto de 2016 mostra o então chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort — Foto: Chip Somodevilla / Getty Images North America / AFP

Foto de 2016 mostra o então chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort — Foto: Chip Somodevilla / Getty Images North America / AFP

Manafort é um consultor de política republicano de longa data que ganhou dezenas de milhões de dólares trabalhando para políticos pró-Kremlin da Ucrânia antes de se unir à campanha de Trump em março de 2016, prometendo trabalhar de graça.

Em junho de 2016 ele participou de uma reunião na Trump Tower com um grupo de russos que ofereceu "sujeira" sobre a candidata democrata Hillary Clinton, que sofreu uma derrota inesperada para Trump na votação presidencial.

O relacionamento antigo de Manafort com um oligarca próximo do presidente russo, Vladimir Putin, foi outra razão para a cooperação dele ser vista como importante para o inquérito de Mueller.

 

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE