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POLÍCIA

Defaz prende servidor apontado como líder da máfia do Detran

 
Silvio Bueno, servidor público, preso na manhã desta quarta (5) pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), na Operação Mão Dupla, é apontado como o líder da organização criminosa que agia há pelo menos 10 anos no Detran de Mato Grosso. Foram presos nessa operação até o momento, além dele, os proprietários da auto escola Estrela em São Fleix do Araguaia (a 1.159 km de Cuiabá), o casal Luciana Zuliano e Jorge Aparecido e um ex- funcionário da empresa, Junio de Souza.

De acordo com o delegado Sylvio Vale Ferreira Junior, a coordenadoria do Detran informou à Defaz alguns processos que teriam condutas suspeitas de crime.

Segundo o delegado,  Silvio era o cabeça e montava todo o esquema, a partir das escalas de viagens. os escalados é que iam ao interior receber as propinas em dias de provas.

“A partir deste momento a delegacia instaurou esse inquérito e foi juntando denúncias anônimas e monitoramentos. Com isso chegamos a um grupo que se instalou dentro do Detran buscando a facilidade na obtenção de CNHs de vários candidatos”, detalhou.

Avisa que carteiras de habilitação adquiridos por essa organização serão suspensas e quem comprou responderá criminalmente.  “Estamos fazendo buscas inclusive de servidores que já estão aposentadas”, avisa.

Algumas carteiras, o Detran já cancelou, depois de identificar fraudes. Os donos dos documentos compareceram ao órgão e inclusive entregaram as CNHs. Nos identificamos até o momento 30 pessoas, e por isso a operação. O nosso objetivo era identificar o maior número de candidatos que foram beneficiados pela organização”, ressalta o delegado.

O delegado detalha que o esquema funcionava da seguinte forma: a organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não têm capacidade técnica, para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular. Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Depois disso iam embora sem realizá-los.

Pela carteira, pagavam ao entre R$ 1 mil e R$ 4 mil.

Crimes

O caso é de fraudes na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no sistema Detrannet para venda ilícita de carteiras.

Segundo a apuração, os examinadores usavam proprietários ou instrutores de centros de formação de condutores (auto escolas) como intermediários, os quais ofertavam os serviços para os clientes, fazendo a arrecadação do dinheiro e, em alguns casos, repassando a parcela do examinador, agindo de forma organizada e estruturada para o cometimento das fraudes apuradas, desrespeitando as regras e os procedimentos necessários para a obtenção da CNH.


RDNews

 

 

 

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