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Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris; 140 são detidos

Coletes-amarelos tentaram forçar bloqueio e polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo na Avenida Champs Elysées. 65 pessoas ficaram feridas 11 das forças de segurança .

 
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Manifestantes que protestam contra o aumento no preço dos combustíveis e a perda de poder aquisitivo entram em confronto com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, na manhã deste sábado (1º). Pelo menos 140 foram detidas, de acordo com os jornais "Le Monde" e "Libération".

Protestos em todo o país reuniram 36 mil pessoas neste sábado, segundo estimativa do primeiro-ministro, Edouard Philippe. Cerca de 5500 manifestantes com "coletes amarelos" fluorescentes (gilets jaunes, em francês) foram à Champs-Elysées.

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris

Um grupo de manifestantes, encapuzados e mascarados, tentou forçar o bloqueio montado pelas forças de segurança para fazer controles e identificações. Latas de lixo foram derrubadas e queimadas.

A tropa de choque respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. O Arco do Triunfo foi tomado por uma nuvem de fumaça. A Polícia informou que 65 pessoas ficaram feridas (11 das forças de segurança).

Manifestantes mascarados vestindo coletes amarelos surgem em meio ao gás lacrimogêneo perto da avenida Champs-Elysees durante protesto contra aumento de impostos. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP Manifestantes mascarados vestindo coletes amarelos surgem em meio ao gás lacrimogêneo perto da avenida Champs-Elysees durante protesto contra aumento de impostos. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestantes mascarados vestindo coletes amarelos surgem em meio ao gás lacrimogêneo perto da avenida Champs-Elysees durante protesto contra aumento de impostos. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Os manifestantes que vieram pacificamente para protestar foram pegos no fogo cruzado na avenida. Entre eles, Chantal, uma aposentada de 61 anos que tentava evitar se aproximar da confusão.

Para a aposentada, " Macron deve descer de seu pedestal, entender que o problema não é o imposto, é o poder de compra. Todo mês eu tenho que mexer na minha poupança".

Manifestante de colete amarelo lança gás contra a polícia neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. O protesto é contra o aumento de impostos do governo Macron. — Foto:  Kamil Zihnioglu/AP Manifestante de colete amarelo lança gás contra a polícia neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. O protesto é contra o aumento de impostos do governo Macron. — Foto:  Kamil Zihnioglu/AP

Manifestante de colete amarelo lança gás contra a polícia neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. O protesto é contra o aumento de impostos do governo Macron. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

'Coletes-amarelos'

O movimento que tem como símbolo o “colete-amarelo”, que é uma peça obrigatória para os veículos franceses, começou em 17 de novembro. Ele conta com o apoio de dois em cada três franceses e uma petição "por uma redução nos preços do combustível" que superou o milhão de assinaturas.

Símbolo dos manifestantes, colete amarelo é item obrigatório em carros na França

O primeiro dia nacional de protesto mobilizou 282.000 pessoas e a segunda cerca de 106 mil, incluindo 8 mil em Paris.

Desconcertado, o governo não consegue dialogar com representantes do movimento que nasceu nas redes sociais, desvinculado de qualquer comando político ou sindical.

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Os anúncios feitos esta semana pelo presidente Emmanuel Macron - um dispositivo para limitar o impacto dos impostos sobre o combustível, assim como um "grande diálogo" - não convenceram, segundo a France Presse.

Macron afirmou na quinta-feira (30), em Buenos Aires, onde participa da cúpula do G20, que queria responder à irritação legítima e ao sofrimento de uma parte do povo com "decisões adicionais nas próximas semanas e nos meses próximos", mas que não haverá uma volta atrás.

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Sinal de uma revolta social que não diminui, estão previstas manifestações em outras cidades do país, como no emblemático porto de Marselha, e em territórios franceses ultramarinos.

O movimento já começa a ultrapassar as fronteiras da França. Uma centena de 'coletes amarelos' belgas também se manifestaram nesta sexta-feira (30) em Bruxelas.

Pichação no Arco do Triunfo, em Paris, afirma 'Os coletes amarelos triunfarão' — Foto: Stephane Mahe/ Reuters Pichação no Arco do Triunfo, em Paris, afirma 'Os coletes amarelos triunfarão' — Foto: Stephane Mahe/ Reuters

Pichação no Arco do Triunfo, em Paris, afirma 'Os coletes amarelos triunfarão' — Foto: Stephane Mahe/ Reuters

Manifestantes destroem carros durante um protesto em Paris, neste sábado (1º)  — Foto: Lucas Barioulet / AFP Manifestantes destroem carros durante um protesto em Paris, neste sábado (1º)  — Foto: Lucas Barioulet / AFP

Manifestantes destroem carros durante um protesto em Paris, neste sábado (1º) — Foto: Lucas Barioulet / AFP

 

 

 

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