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POLÍTICA

Justiça não acha deputado eleito para depor sobre desvios de R$ 8,6 mi

 
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O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, determinou novo mandado de intimação do deputado eleito Lúdio Cabral (PT) e de Arlan Lino Edeus, testemunhas do ex-secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad no processo que julga os crimes apurados pela "Operação Sodoma V", cujos supostos desvios estão na ordem de R$ 8,6 milhões. Em todas as tentativas feitas, os oficiais de Justiça não conseguiram realizar a intimação dos dois.

A decisão é desta quinta-feira (29). Além de Lúdio e Arlan, os oficiais também não conseguiram intimar Mauro Cesar Pereira, também testemunha de Faiad.

Porém, neste caso, a Justiça tomou conhecimento de que Mauro não reside nem trabalha nos mesmos endereços informados pela defesa do ex-secretário. Assim, o magistrado determinou que os advogados de Faiad informem os novos endereços dos dois. “Em razão da proximidade da audiência designada, qual seja, o dia 04 de dezembro de 2018, cumpra-se em regime de urgência”, determinou.

Na deflagração da operação, Lúdio Cabral foi alvo de mandado de condução coercitiva e prestou depoimento aos delegados fazendários. Segundo as investigações, parte do dinheiro desviado do contrato entre o Governo do Estado e a Marmeleiro foi utilizado para pagar dívidas da campanha de Lúdio Cabral e Francisco Faiad à prefeitura de Cuiabá, em 2012.

Na época, o ex-vereador negou ter usado de recursos públicos para pagar dívidas de campanha. Segundo ele, o diretório nacional do PT assumiu boa parte dos compromissos que ficaram pendentes.

Lúdio Cabral disputou a eleição deste ano para deputado estadual e foi eleito ao receber mais de 21 mil votos. O esquema consistia em recebimento de propina da empresa Marmeleiro Auto Posto e de fraude no sistema de administração de abastecimento na frota do Estado, realizado pela Saga Comércio Serviço Tecnológico. No primeiro caso, as investigações apontam o recebimento de R$ 3,5 milhões. Já no segundo, as investigações apontam o desvio de R$ 5,1 milhões.


Folha Max

 

 

 

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