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POLÍTICA

Botelho defende maior contribuição financeira do agronegócio, mas condena “demonização” do setor

 
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O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), defende que o agronegócio deva contribuir mais com o Estado, mas pondera que não se pode demonizar o setor, transformar seus agentes em vilões ou matar ao que chama de “galinha dos ovos de ouro”.

Durante audiência pública realizada pelo Poder Legislativo para debater a taxação do agronegócio na tarde desta quinta (29), Botelho destacou a importância do setor para economia do Estado, e que é visível diferenciar a história de Mato Grosso antes e depois do agro.

“Temos obtido resultados extraordinários na exportação. Mas vemos também que a riqueza gerada fica na mão de poucos. Quantos moradores deste Estado estão realmente sendo beneficiados com os números da exportação, porque para a maioria da população o que ocorreu foi hospitais fechando, prefeituras parando de atender, estradas esburacadas, pontes caindo. Temos 141 municípios, cuja maioria vive de pires na mão buscando recursos para realizar coisas básicas”, avalia.

O parlamentar defendeu que as desigualdades sociais se corrigem com arrecadação e boa gestão do dinheiro público. “Com o que se arrecada hoje é impossível se atender a essas demandas. Além do mais a realidade da década de 1990, quando teve início aos grandes incentivos para as produções do Estado era uma a de hoje é outra, totalmente diferente. Nossa proposição não é para empobrecer os ricos e sim para diminuir distância entre os dois extremos. Dando condições para que a esperança e a certeza de dias melhores seja uma certeza para toda essa gente”.

Botelho ainda defendeu que o Estado não tem mais como cortar gastos, enquanto que o setor produtivo seria a única solução neste momento de crise. Diz que os produtores já estão estabilizados o suficiente para ter tal sensibilidade e contribuir ao Estado. De acordo com o democrata, o FEX de R$500 milhões deveria ser de R$2 bilhões por ano.

O parlamentar também citou a tese defendida pelo economista Vivaldo Lopes, que garante que o agronegócio teria condições, por meio do Fethab de contribuir com até R$ 4 bilhões por ano, ao invés de R$ 1 bilhão, que contribui hoje. “Prova do tamanho desta riqueza está no tamanho das áreas plantadas. Tem aumentado o número de área plantada e não o número de produtores. É visível o afunilamento. O risco é de que nos transformemos em países da África ou do Oriente Médio, onde existem reis e marajás enquanto que a maioria da população não tem acesso ao mundo moderno e passa por todo tipo de necessidade”.

O deputado pontuou que é hora do agronegócio contribuir mais, mas sem ser de forma impositiva e sim dialogada e negociada. “Respeitamos o setor, mas o Estado pede socorro. Não tem mais onde cortar. Já cortamos a carne e raspamos um pouco do osso”.


RDNews

 

 

 

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