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Jornais citam áudio que comprovaria morte de jornalista saudita em consulado em Istambul

Áudio foi gravado pelo Apple Watch do jornalista, diz jornal turco. Arábia Saudita nega acusações de que ele tenha sido assassinado.

 
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Os jornais “The Wahsington Post”, americano, e “The Sabah”, turco, citam a existência de uma gravação de áudio que mostraria como o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi interrogado, agredido e morto no consulado de seu país em Istambul, na Turquia. A Arábia Saudita chamou de "mentirosas" as acusações de que ele foi assassinado.

Khashoggi, forte crítico do governo de Riad, desapareceu no último dia 2, após entrar no consulado saudita para retirar alguns documentos oficiais necessários para seu casamento com sua namorada turca. Ele havia deixado seu país no ano passado e morava nos Estados Unidos.

O “The Sabah”, que tem publicado informações vazadas por autoridades de segurança da Turquia, afirma que o arquivo de áudio foi gravado pelo Apple Watch de Khashoggi e foi recuperado pelo seu iPhone, que tinha ficado com a sua namorada fora do consulado, e pela sua conta no iCloud.

Ativistas de direitos humanos e amigos de Khashoggi protestam do lado de fora do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Murad Sezer/Reuters Ativistas de direitos humanos e amigos de Khashoggi protestam do lado de fora do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Murad Sezer/Reuters

Ativistas de direitos humanos e amigos de Khashoggi protestam do lado de fora do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Murad Sezer/Reuters

Segundo o “Washington Post", que cita como fontes a funcionários turcos e americanos, a gravação mostra "evidências persuasivas e horríveis" de que a equipe saudita é responsável pela morte do jornalista.

Uma das fontes ouvidas pelo jornal relatou que é possível ouvir a voz do jornalista e de "homens falando árabe" e como Khashoggi foi interrogado, torturado e assassinado. Outra fonte diz que é possível ouvir os homens batendo no jornalista.

O jornal diz que a gravação está com o governo turco, que informou funcionários dos EUA e que também há um vídeo que demonstra que Khashoggi foi assassinado no consulado.

ANÁLISE: Por que Trump resiste a criticar a Arábia Saudita pelo desaparecimento de um jornalista opositor?

Na semana passada, amigos do colunista do jornal "Washington Post" asseguraram ter a certeza de que ele foi assassinado no consulado, e inclusive que seu corpo foi cortado em pedaços e colocado em malas.

Arábia Saudita nega acusações

O ministro do Interior da Arábia Saudita negou as informações sobre o assassinato do jornalista, chamando-as de "mentiras e acusações sem fundamento". Segundo o governo saudita, Khashoggi saiu do consulado naquele dia.

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

"O que circula por aí sobre as ordens de matá-lo são mentiras e acusações infundadas contra o governo do Reino, que está comprometido com seus princípios, regras e tradições e cumpre com as leis e convenções internacionais", disse o príncipe Abdulaziz bin Saud Al Saud, em comunicado divulgado pela agência oficial saudita "SPA".

Investigação

Nesta sexta, uma delegação da Arábia Saudita chegou à Turquia para se reunir com as autoridades locais e discutir o caso. Segundo o presidente americano Donald Trump, investigadores dos EUA também estão envolvidos.

Trump disse à TV CBS, segundo trechos de uma entrevista divulgados neste sábado (13), que Washington infligiria "severa punição" se de fato a Arábia Saudita estiver por trás do desaparecimento do jornalista.

Neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores turco acusou a Arábia Saudita de não cooperar nas investigações.

"Ainda não vimos nenhuma cooperação para garantir uma investigação rápida e esclarecer tudo, queremos ver", disse o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, à agência de notícias Anadolu. Ele enfatizou que Riad deve permitir que "promotores e especialistas entrem no consulado".

ONU exige ‘verdade’

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu "a verdade" sobre o desaparecimento de Khashoggi, em uma entrevista à emissora britânica BBC. Guterres expressou seu temor que este tipo de desaparecimento aconteça de maneira mais frequente e seja considerado como algo "normal".

"Precisamos saber exatamente o que aconteceu e precisamos saber exatamente quem é o responsável", disse Guterres à "BBC", em Bali, por ocasião da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"No momento em que estas situações se multiplicam, acredito que necessitamos encontrar uma maneira que a responsabilidade por esses atos também seja exigida", ressaltou o secretário-geral.

 

 

 

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