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Haddad culpa Bolsonaro: “Há relatos de morte, facada, canivetada”

 
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Postulante à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad imputou ao adversário Jair Bolsonaro(PSL) o clima agressivo na campanha eleitoral. Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o petista responsabilizou o rival por ocorrências policiais nos últimos dias.

“Só com o fato de Bolsonaro ter passado para o segundo turno, a violência no país explodiu”, afirmou Haddad. “Há relatos de morte, facada, canivetada. São eles que estão fazendo isso, os autores estão identificados”, acrescentou.

Embora não tenha sido explícito, o único caso de morte usado pela campanha do ex-prefeito de São Paulo é o assassinato de Romualdo Rosário da Costa, mestre de capoeira conhecido como Moa do Katende, atingido por 12 facadas em um bar de Salvador.

O crime teria sido praticado depois de uma discussão política e o autor seria partidário da candidatura de Bolsonaro. O militar da reserva diz não ter controle sobre os atos de seus eleitores.

O presidenciável do PT listou alguns casos que, segundo ele, têm relação com o estilo de campanha do candidato do PSL. Citou, por exemplo, o ferimento em forma de suástica em uma mulher que usava camisa com a frase “#Elenão” no Rio Grande do Sul.

Ao justificar a acusação, Haddad lembrou de declarações antigas de Bolsonaro. “Quem tem apreço por regimes autoritários, quem é que defende tortura no Brasil? Não é que defende em uma sala reservada, defende na televisão”, destacou.

Ditadura

O petista fez referência, também, a uma declaração dada por Bolsonaro em 1999, quando o parlamentar afirmou que a ditadura deveria ter matado 30 mil opositores. “Quem defende extermínio no Brasil, vamos falar português claro, porque as pessoas não estão entendendo o que está em jogo”, salientou.

Ainda em alusão ao mesmo tema, o substituto de Lula frisou ataques praticados por apoiadores do seu concorrente contra a jornalista da TV Globo Miriam Leitão, ex-presa política. No final da entrevista, Haddad defendeu o diálogo como forma de unir o país depois das eleições. “Precisamos sentar à mesa com as pessoas, sem revólver na cintura”, finalizou.


Metrópoles

 

 

 

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