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Turquia diz que Riad autorizou revista de consulado em Istambul após desaparecimento de jornalista saudita

Jamal Khashoggi, que é um crítico do governo de seu país, desapareceu durante visita a consulado saudita em Istambul.

 
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A Arábia Saudita autorizou que os serviços de segurança da Turquia façam buscas em seu consulado em Istambul no contexto de uma investigação sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) pelo ministério das Relações Exteriores turco.

"As autoridades sauditas disseram que estavam dispostas a cooperar e que podia revistar o consulado", informou o porta-voz do ministério turco das Relações Exteriores em comunicado.

Polícia da Turquia investiga sumiço de jornalista saudita

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O paradeiro do jornalista é desconhecido desde terça-feira (8), quando ele entrou na sede do consulado da Arábia Saudita, em Istambul. Segundo a agência AP, ele foi ao local para pegar um documento para se casar com sua noiva turca.

Autoridades turcas afirmaram na noite do último sábado que, segundo os primeiros resultados da investigação, Khashoggi foi assassinado dentro do consulado. A Arábia Saudita diz que essas acusações "não têm fundamento", mas não apresentou evidências de que o jornalista tenha deixado o prédio.

Uma imagem capturada por câmeras de segurança mostra Khashoggi entrando pela porta principal do consulado. A foto foi divulgada pelo "The Washington Post", jornal americano com o qual Khashoggi colaborava, e pelo turco "Hurriyet", mas não está claro quem a forneceu.

Imagem de câmera de segurança mostra o jornalista saudita Jamal Khashoggi entrando no consulado da Arábia Saudita em Istambul no dia 2 de outubro — Foto: CCTV/Hurriyet via AP Imagem de câmera de segurança mostra o jornalista saudita Jamal Khashoggi entrando no consulado da Arábia Saudita em Istambul no dia 2 de outubro — Foto: CCTV/Hurriyet via AP

Imagem de câmera de segurança mostra o jornalista saudita Jamal Khashoggi entrando no consulado da Arábia Saudita em Istambul no dia 2 de outubro — Foto: CCTV/Hurriyet via AP

Em entrevista nesta sexta-feira à agência Bloomberg, o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman afirmou que Jamal Khashoggi "entrou" efetivamente no consulado, mas pouco depois saiu da sede diplomática.

O jornalista deixou a Arábia Saudita no ano passado dizendo temer retaliações por suas opiniões, pois é um crítico às políticas externas do país e à repressão sobre dissidentes. Ele morava nos Estados Unidos.

Investigação

Os promotores turcos investigam o caso. Na última quinta-feira (4), o Ministério das Relações Exteriores da Turquia convocou o embaixador da Arábia Saudita para consultas sobre o caso.

Nesta segunda, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu para que autoridades consulares sauditas utilizassem imagens das câmeras do consulado para comprovar que o jornalista deixou o local. Mas o cônsul disse que as câmeras não estavam funcionando naquele dia.

Em seu editorial do último domingo, o "Washington Post" pediu aos EUA para "exigir respostas fortes e claras" da Arábia Saudita.

Repercussão

Além da Turquia, França, Reino Unido e Estados Unidos expressaram preocupação com o caso.

Em comunicado, o Ministério britânico de Relações Exteriores disse: "Essas alegações são extremamente sérias. Estamos cientes dos últimos relatos e trabalhando urgentemente para estabelecer os fatos, incluindo com o governo da Arábia Saudita".

A diplomacia francesa afirmou: "A França está preocupada com o desaparecimento do Sr. Jamal Khashoggi, uma personalidade saudita reconhecida e estimada. Esperamos que a situação dele seja esclarecida o mais rápido possível".

O presidente americano Donald Trump disse que está preocupado com o destino do jornalista saudita. "Tomara que isso se resolva. Ninguém sabe nada sobre isso", disse.

 

 

 

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