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Suposto agredido por genro de Arcanjo diz que foi coagido por advogado a denunciar

 
Suposto bicheiro agredido pelo genro de João Arcanjo Ribeiro, Giovani Zen, por não ter permissão para atuar em Cuiabá com o jogo do bicho, comparece, na tarde desta quinta (13),  ao Fórum da Capital e diz que foi coagido por um advogado, sem revelar o nome, para fazer a denúncia contra Arcanjo.

A audiência de esclarecimento foi marcada pelo juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execuções Penais, para que Alberto Jorge Toniasso explique sobre a suposta agressão, "informação que chegou ao Judiciário por meio de um boletim de ocorrência feito por Toniasso”.

Diante do homem que ficou preso por quase 15 anos por diversos crimes, entre eles o assassinato do empresário Sávio Brandão, e por comandar uma organização criminosa, Toniasso disse que conheceu Arcanjo na mídia e que não se sente constrangido em depor na frente dele e nega ainda ter sido constrangido pelo ex-comendador, conforme denúncia.

Apesar disso, confirmou que esteve no escritório do Arcanjo em novembro ou dezembro de 2017, na avenida do CPA, mas não sabia que o local era do ex-bicheiro, após um conhecido chamá-lo para conversar com ele. E esse conhecido disse que teve que fechar um lava-jato que tinha  e tava trabalhando com  jogo do bicho.

Toniasso declarou à Justiça que, quatro dias depois da suposta agressão no escritório de Arcanjo, um advogado – cuja identidade não foi revelada – entrou em contato com ele e o incentivou a registrar um boletim de ocorrência contra o genro de Arcanjo.

No depoimento, Toniasso assegurou que não queria, mas acabou registrando o BO. Segundo ele,o advogado foi quem lhe informou que o local das agressões é um escritório do genro de Arcanjo.

A defesa de Arcanjo afirmou que a postura do advogado, que procurou Toniasso, é a prova de que o cliente é alvo de campanhas maldosas de armações.

O juiz explicou que Justiça não tem poder investigativo, mas tudo que for declarado vai ser investigado depois pelo MPE, pois a denúncia anônima indica que o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro voltou a comandar o jogo do bicho em Cuiabá. Apontado como ex-chefe do crime organizado em Mato Grosso, Arcanjo foi beneficiado com a progressão de pena do regime fechado para semiaberto em fevereiro deste ano, após passar quase 15 anos na cadeia e poderia voltar para a prisão se estiver envolvido com a jogatina.

O documento contém três páginas e relata que enquanto estava preso, Arcanjo teria incumbido seu genro de dar continuidade aos negócios. O ex-bicheiro teria retomado o comando das atividades após ser solto. Além disso, a denúncia diz que Arcanjo teria ameaçado de morte um concorrente que se instalou em alguns pontos do Estado. Esse concorrente registrou boletim de ocorrência afirmando ter sido levado a um estacionamento da Capital, onde teve sua maquininha de apostas quebrada e, em seguida, agredido.

“Devido a novos concorrentes no mercado do jogo do bicho, Arcanjo passou novamente, após solto, a atuar intensamente nessa contravenção da mesma forma que atuava a tempos atrás, usando jagunços, capangas, serviçais e armamento pesado”, diz trecho da denúncia.


RDNews

 

 

 

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