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Mulher acusada de matar a própria mãe senta pela segunda vez no banco dos réus em Belém

Crime foi em 2012. Aretha Caroline Correa de Sales, atualmente com 35 anos, é acusada da morte da mãe Maria Odinéia Correa .

 
 -  Filha da funcionária pública Maria Odinéia Correa teria planejado a morte da mãe, segundo a polícia.  Foto: Reprodução/TV Liberal
Filha da funcionária pública Maria Odinéia Correa teria planejado a morte da mãe, segundo a polícia. Foto: Reprodução/TV Liberal

Nesta segunda-feira (10), senta pela segunda vez no banco dos réus a mulher acusada de matar a própria mãe em Belém. O crime aconteceu em 2012, na casa da vítima no bairro da Marambaia. Preside o julgamento o juiz Edmar Silva Pereira.

Aretha Caroline Correa de Sales, atualmente com 35 anos, é acusada da morte da mãe Maria Odinéia Correa, de 52 anos, servidora pública. A morte de Odinéia aconteceu no dia 28 de julho de 2012, na residência da vítima localizada na avenida Tavares Bastos.

Na mesma sessão do júri também serão julgados Rosivaldo Gemaque Lima, Raphael de Sousa Silva e Carlos Alessandro Duarte, acusados de participar do homicídio qualificado planejado pela ré e seu então namorado Raphael.

Todos já foram julgados, mas um dos réus, por sua advogada Marílda Cantal, recorreu da sentença e o Tribunal de Justiça (TJPA) anulou o julgamento e determinou o novo júri.

Maria Odinéia Correa foi morta dentro de casa com nove facadas. (Foto: Elielson Modesto/Amazônia Jornal) Maria Odinéia Correa foi morta dentro de casa com nove facadas. (Foto: Elielson Modesto/Amazônia Jornal)

Maria Odinéia Correa foi morta dentro de casa com nove facadas. (Foto: Elielson Modesto/Amazônia Jornal)

O crime

A funcionária pública Maria Odinéia Correa foi morta no dia 28 de julho de 2012, dentro de sua casa, localizada em uma vila na travessa Tavares Bastos, bairro da Marambaia. De acordo com a polícia, no momento do crime, estavam na residência a afilhada e a filha da vítima, além do neto, de apenas 4 meses de idade.

A filha de Maria Odinéia, Aretha, então com 19 anos, afirmou, em depoimento à polícia, que um homem teria entrado na casa e rendido todas. Segundo ela, o suspeito portava uma arma de fogo e pediu para que a afilhada, de 15 anos, ajudasse a pegar as cordas que usaria para amarrar a vítima. Como a adolescente ficou muito nervosa, ele a expulsou e fez tudo sozinho. Amarrou as mãos e as pernas dela, a amordaçou e a executou lentamente, com três facadas no pescoço e seis no tórax.

À época, a principal suspeita da polícia era de que o crime se tratava de um acerto de contas, por dívidas que Maria Odinéia teria com agiotas. A linha de investigação foi confirmada por Aretha, que informou à polícia que havia descoberto um recibo de dívida no valor de R$ 17 mil.

No entanto, o avanço das investigações envolveu a participação de Aretha e do namorado, Rosivaldo Gemaque, como mandantes do crime. Eles teriam contratado dois homens para forjar o latrocínio. O objetivo do casal era ter acesso à herança da vítima.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

 

 

 

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