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Bancários rejeitam proposta e aprovam estado de greve

 
Em assembleia geral realizada na noite da última quarta-feira, os bancários de Mato Grosso rejeitaram, por unanimidade, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) feita à categoria que está em campanha nacional unificada e aprovaram estado de greve. O entendimento é de que a proposta não contempla as reivindicações dos trabalhadores do ramo financeiro. Não está descartada uma greve geral.

Além disso, os bancários também deliberaram pelo fortalecimento do "Dia do Basta", nesta sexta-feira, convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, juntamente com a Frente Brasil Popular. Com isso, a abertura das agências em Cuiabá e em Várzea Grande será retardada em uma hora. Na capital, haverá ato público e a concentração, a partir das 16 horas na Praça Ipiranga, no Centro.

Conforme o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb/MT), a categoria bancária de Mato Grosso seguiu a orientação do Comando Nacional e avaliaram a proposta como incompleta e insuficiente. "A proposta econômica que os bancos apresentaram nesta terça-feira (7), na sexta rodada de negociação, foi de apenas repor a inflação, sendo 3,90% de reajuste, o que corresponde ao valor do INPC (de acordo com a inflação projetada de 3,87), informou.

Pela proposta dos banqueiros, segundo o sindicato, os trabalhadores teriam zero de aumento real, por quatro anos. Uma nova reunião está marcada com os bancos na sexta-feira da semana que vem, dia 17 de agosto, quando os bancários aguardam uma nova proposta que contemple as reivindicações.

“Os bancos negam aumento real para os trabalhadores, mesmo tendo lucros exorbitantes de R$ 80 bilhões em 2017, em plena crise econômica e fechamento de milhares de postos de trabalho e agências bancárias”, avalia o presidente do Seeb/MT e membro do Comando Nacional dos Bancários, Clodoaldo Barbosa.

“A categoria não aceitará uma proposta sem aumento real, manutenção dos direitos e sem a garantia de que os bancários não serão substituídos por formas de contratação precarizadas”, completa o presidente lembrando ainda que os bancos não avançaram nas cláusulas sociais como saúde do trabalhador, condições de trabalho e segurança.

Entre as reivindicações da categoria estão reajuste Salarial, sendo 5% de aumento real, com inflação projetada de 3,87 % (até 07/08), piso R$ 3.747,10, vales alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio-creche ou babá correspondente ao salário mínimo nacional (R$ 954), inclusive nos períodos de licença-maternidade, paternidade e adoção, férias e nos afastamentos por doença de qualquer natureza ou acidente de trabalho, 14º salário e fim das metas abusivas e assédio moral.

A categoria pede ainda fim das demissões, ampliação das contratações, fim das novas formas de contratação, criadas a partir da Reforma Trabalhista (autônomo, terceirizado e intermitente e contrato parcial), fim da precarização das condições de trabalho e homologações feitas no sindicato, melhores condições de trabalho nas agências digitais, mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

 

 

 

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