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Trabalhadores dos Correios mantêm-se em estado de greve

 
Em negociação com a direção dos Correios por melhores condições de trabalho, os funcionários da empresa decidiram manter em estado de greve e seguir com as negociações com a empresa pelo menos até o início da semana que vem, conforme orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).“Nesse movimento nosso, até as reivindicações salariais estão vindo por último. No momento, estamos protestando contra o sucateamento que vem sendo colocado nos Correios, como a falta de condições de trabalho e de funcionários”, frisou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Mato Grosso (Sintect/MT), Edmar Leite.Segundo ele, o serviço que vem sendo colocada à população é resultado da falta de trabalhadores e da retirada dos aviões para o transporte aéreo dos Correios, por exemplo.

“Sucatear para privatizar e empresa, esta é a meta”….so pode

“Antes, o Sedex que depositavam hoje chegava amanhã até às 10 horas. Por conta desse sucateamento, agora demora até 10 dias”, afirmou.A categoria entende que essa situação é proposital para quebrar a credibilidade dos Correios perante à população, visando a precarização da mão de obra e a privatização da empresa, sob o argumento que tal medida é a alternativa mais viável para a empresa.“Em que pese nós termos o salário mais baixo das estatais e do duro golpe que tomamos em março deste ano quando a mensalidade com aumento do compartilhamento do nosso plano de saúde consumiu mais de 40% dos salários dos trabalhadores em média, estamos preocupados com o desmonte que está instalado nos Correios”, criticou.O salário base da categoria hoje é de R$ 1.4 mil.

Uma nova assembleia está prevista para a terça-feira, quando a categoria deverá analisar nova proposta e decidir se entra ou não em greve por tempo indeterminado.Por meio de nota, a empresa informou que todas as unidades dos Correios funcionam normalmente e todos os serviços estava sendo prestados. Caso alguma paralisação ocorra, a empresa já implantou um plano de contingência para garantir a continuidade do atendimento à população.Os Correios confirmaram ainda que os trabalhadores realizaram assembleias em todo o país e decidiram pela manutenção do estado de greve, sem paralisação. “Após os Correios terem ingressado com pedido de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o vice-presidente do tribunal, ministro Renato de Lacerda Paiva, havia proposto a manutenção do último acordo coletivo, ressalvando apenas os termos da decisão judicial sobre o plano de saúde dos empregados, além de assegurar a reposição da inflação no período (3,68%) sobre salário e benefícios”, frisou na nota.Segundo os Correios, o TST também condicionou a proposta à não realização de greve por parte dos trabalhadores. Além disso, solicitou, que a proposta fosse levada às assembleias e que uma resposta fosse dada pelas federações até quinta-feira (9). “Os Correios já se manifestaram favoráveis à proposta do TST, assim como o Ministério do Planejamento”, informou.

 

 

 

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