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Games alemães terão autorização para utilizar símbolos do nazismo

Nos jogos em que nazistas desempenham um papel central, como Call of Duty , as suásticas foram transformadas em triângulos nas versões para mercado alemão.

 
 -  Imagem do game   39;Wolfenstein II: The New Colossus  39;  Foto: Reprodução
Imagem do game 39;Wolfenstein II: The New Colossus 39; Foto: Reprodução

A autoridade de regulamentação alemã de videogames (USK) suspendeu nesta quinta-feira (9) a proibição que vigorava sobre a exibição da suástica nazista nos jogos eletrônicos vendidos no país. Daqui para frente, a cruz gamada e outras referências adotadas pelos hitleristas alemães poderão aparecer nos videogames desde que não fique caracterizada a propaganda nazista.

Até agora, os videogames comercializados no país eram obrigados a respeitar um artigo do Código Penal que proibia a exibição de símbolos inconstitucionais, principalmente aqueles referentes ao período nazista.

Nos jogos em que nazistas desempenham um papel central, como é o caso dos videogames "Call of Duty" ou no mais recente "Wolfenstein II: The New Colossus", as suásticas foram transformadas em triângulos nas versões para o mercado alemão.

Autorização será analisada caso a caso

Ao invés de promover uma liberação irrestrita, o organismo de regulação optou por analisar o uso desse tipo de imagem caso a caso.

O objetivo é conceder a autorização apenas nos jogos eletrônicos considerados “socialmente adequados”. “A adequação social significa que os símbolos de organizações anticonstitucionais poderão ser utilizados em uma determinada obra se houver finalidade artística ou científica e servir à representação da atualidade ou da história”, explica a USK em um comunicado.

Devido à mudança de conceituação jurídica, os jogos eletrônicos que tratarem de eventos do passado de maneira crítica poderão receber a autorização de uso dos símbolos nazistas, esclarece a USK.

O órgão acrescenta que esta permissão já existe há muito tempo para os filmes de cinema e televisão e é agora estendida aos jogos eletrônicos, que também contam com liberdade artística, destacou a representante da instituição Elisabeth Secker.

No ano passado, o lançamento do videogame Wolfenstein II, no qual o usuário deve matar nazistas, suscitou um grande debate na Alemanha. Muitos fãs julgaram que houve censura ao produto, já que o game foi vendido com símbolos nazistas alterados, além de Adolf Hitler ter tido seu bigode apagado.

 

 

 

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