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Alunos deixam de ir para escola por falta de transporte escolar na zona rural de Santarém

Estudantes são da Escola Municipal João XXIII, comunidade Cipoal. Eles dependem de ônibus da prefeitura.

 
 -  Alunos deixam de ir para escola por falta de transporte na zona rural de Santarém  Foto: Tv Tapajós/Reprodução
Alunos deixam de ir para escola por falta de transporte na zona rural de Santarém Foto: Tv Tapajós/Reprodução

Estudantes da Escola Municipal João XXIII, da comunidade Cipoal, zona rural de Santarém, no oeste do Pará, estão deixando de ir à escola por falta de transporte escolar. Eles dependem de ônibus da prefeitura. De acordo com a direção da escola, a gestão pública informou que segunda-feira (13) vai assinar os contratos com as novas empresas que ganharam a licitação para o fornecimento do serviço e posteriormente normalizar as atividades.

Sobre o fato, a Prefeitura de Santarém foi procurada pelo G1 e pela Tv Tapajós, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria.

A escola atende cerca de 500 alunos da educação Infantil até o 9º ano do ensino fundamental, um deles é o Jonas Vieira da Silva, 15 anos, morador da comunidade Pimenta, cerca de 8 km distante da escola. Desde que as aulas recomeçaram, o transporte do menino é a bicicleta.

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Normalmente ele percorreria o trajeto da casa até a escola no ônibus escolar, mas para não perder as aulas por conta da falta de transporte, ele pedala todos os dias em uma estrada de terra.

Já o trajeto de Ronilson da Silva Lima, 15 anos, é a pé mesmo. Para chegar à escola ele caminha cerca de 4 km todos os dias.

“A falta do ônibus prejudica muitas pessoas que moram aqui na comunidade do Cipoal e do Cruzeiro. A gente vem debaixo do sol quente. É muito difícil fazer esse percurso”, disse o estudante.

A família do autônomo Reinaldo Mora reside cerca de 1 km da escola, e todos os dias ele leva e pega a filha Isabela de bicicleta.

“Todas as vezes que o ônibus está operando, ela vem de ônibus, quando não tem, é o jeito é nós trazermos. Isso porque eu moro a 1 km daqui, mas tem gente que mora a 8 km, então têm crianças que não vem. Eles perdem provas, avaliações...” disse.

Nas salas de aula, várias cadeiras estão vazias. De acordo com a diretora Amanda Almada, muitos alunos moram longe e não têm como chegar na escola, por isso, acabam faltando.

“Como eles moram distante da nossa escola, não estão conseguindo vir. Então a gente teve uma redução por conta da falta do transporte escolar”, contou.

 

 

 

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