Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Caso Marina: MPMG oferece denúncia contra marido por feminicídio da esposa em Juiz de Fora

Pedro Araújo Cunha Parreiras foi indiciado pela Polícia Civil há uma semana e está preso no Ceresp. Defesa dele disse que vai se manifestar no processo.

 
 -  Homem foi denunciado à Justiça pelo MP pelo feminicídio da esposa em Juiz de Fora nesta sexta-feira  13   Foto: Polícia Civil/Divulgação
Homem foi denunciado à Justiça pelo MP pelo feminicídio da esposa em Juiz de Fora nesta sexta-feira 13 Foto: Polícia Civil/Divulgação

O Ministério Público oferece denúncia de Pedro Araújo Cunha Parreiras pelo feminicídio da esposa, Marina Gonçalves da Cunha, em Juiz de Fora. No documento, concluído nesta sexta-feira (13), o promotor Juvenal Martins Folly considerou que o homicídio foi praticado contra a vítima "por razões da condição do sexo feminino no âmbito da violência doméstica e familiar", o que incide a qualificadora do feminicídio.

Por telefone, a defesa do acusado informou nesta sexta que vai se manifestar no processo.

A denúncia também destaca que ele cometeu o homicídio por asfixia, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo fútil, e considerou como agravante o fato do homem ter alterado a cena do crime e ocultado o cadáver da esposa.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após receber o encaminhamento do MP, o caso será analisado pelo juiz, que pode aceitar ou não a denúncia e pronunciar ou não o réu pelo crime. Não há prazo definido para esta decisão.

Ato em junho contou com presença de familiares e amigas de Marina em memória a vítimas de feminicídio em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração) Ato em junho contou com presença de familiares e amigas de Marina em memória a vítimas de feminicídio em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)

Ato em junho contou com presença de familiares e amigas de Marina em memória a vítimas de feminicídio em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)

Resumo do Caso Marina:

  • 21 de maio de 2018: Marina foi morta em casa no Bairro São Mateus e o corpo foi abandonado em um terreno perto do Parque da Lajinha;
  • 31 de maio de 2018: testemunha encontrou o corpo e chamou a Polícia Militar;
  • 04 de junho de 2018: caso foi encaminhado para Delegacia de Homicídios da Polícia Civil;
  • 06 de junho de 2018: processo remetido para Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam);
  • 07 de junho de 2018: familiares procuraram o IML e reconheceram o corpo da psicóloga. Após confessar o crime em depoimento, o marido foi preso;
  • 14 de junho de 2018: Pedro Araújo Cunha Parreiras foi beneficiado por um habeas corpus, concedido pelo desembargador relator Sálvio Chaves da 7ª Câmara Criminal, em Belo Horizonte;
  • 22 de junho de 2018: um grupo realizou um ato no Calçadão da Rua Halfeld com a presença de familiares da vítima;
  • 27 de junho de 2018: os desembargadores da 7ª Câmara Criminal do TJMG suspenderam o habeas corpus que permitia que o suspeito respondesse ao processo em liberdade;
  • 28 de junho de 2018: o homem se entregou à Deam, teve a prisão ratificada e foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp);
  • 06 de julho de 2018: a delegada Ione Barbosa concluiu o inquérito e denunciou o homem pelo feminicídio da esposa.

Vídeo mostra ações de homem suspeito de feminicídio da esposa após o crime em Juiz de Fora

Vídeo mostra ações de homem suspeito de feminicídio da esposa após o crime em Juiz de Fora

Marido foi às compras após matar esposa, aponta investigação

De acordo com a investigação que baseou a denúncia do MP, na noite de 21 de maio, Pedro e Marina tiveram uma discussão sobre problemas financeiros e sobre o relacionamento do casal. Ele a agrediu com diversos socos no rosto e a asfixiou até a morte.

Ainda de acordo com a Polícia Civil e com o MP, o filho mais velho do casal estava acordado no momento do crime. O denunciado alterou as condições do local: retirou a aliança, os brincos e a roupa da vítima, limpou o quadro e lavou as roupas que Marina usava.

Em seguida, ele foi até o supermercado, fez compras e retornou às 0h15 da madrugada de 22 de maio, usando o carrinho do condomínio para subir com as sacolas.

Conforme imagens do circuito interno de câmeras do prédio, às 0h42 o denunciado saiu novamente do apartamento, com o carrinho cheio de sacolas. Segundo a denúncia, foi o expediente para transportar o corpo de Marina que estava enrolado em um edredom sem ser descoberto.

Ele colocou o corpo no porta-malas do carro e levou até um terreno no Bairro Aeroporto. No local, conforme a denúncia, ele arrastou o corpo por uma distância de aproximadamente 11 metros até o interior da mata. Antes de abandonar o local, o denunciado jogou um produto na cabeça de Marina, que causou a desfiguração do rosto dela.

Ao voltar para casa, o suspeito parou o carro perto do Estádio Municipal e doou o edredom utilizado para transportar o corpo de Marina a um mendigo.

O crime foi descoberto 10 dias depois, quando um homem encontrou o corpo e chamou a PM.

Polícia Civil encerra inquérito de mulher encontrada morta em Juiz de Fora

Polícia Civil encerra inquérito de mulher encontrada morta em Juiz de Fora

 

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE