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Ingmar Bergman: Lista mostra 5 filmes para entender a carreira do diretor sueco

Ele completaria 100 anos nesta sexta. Filmografia tem O sétimo selo e Persona .

 
 -  O cavaleiro e a morte disputando uma partida de xadrez no filme   39;O Sétimo Selo  39;  Foto: Divulgação
O cavaleiro e a morte disputando uma partida de xadrez no filme 39;O Sétimo Selo 39; Foto: Divulgação

Com cerca de 60 filmes assinados, incluindo muitos que se tornam clássicos do gênero psicológico, a filmografia de Ingmar Bergman destaca seu estilo e sua coerência temática.

Veja cinco obras-chaves de uma carreira de seis décadas que marcou a história do cinema e influenciou gerações de cineastas.

"O sétimo selo" (1957)

A obra-prima de Bergman, que se passa durante as Cruzadas, contém uma das cenas icônicas de sua filmografia: um cavaleiro jogando xadrez com a morte. Ela resume as principais preocupações do filme - e de Bergman: como a fé resiste frente ao mal e a miséria humana?

Vencedor de um prêmio em Cannes e muito rapidamente considerado um clássico da arte e da experimentação, "O Sétimo Selo" também foi um sucesso entre os espectadores da época e é o tema de muitas paródias.

Cinquenta anos depois, "The Guardian" considerou-o "uma referência irrepreensível em matéria de seriedade artística e moral".

A cena da morte também é emblemática e reproduzida das mais diferentes formas e em obras de diversos gêneros.

"Persona" (1966)

Duas mulheres, 84 minutos de close-ups quase constantes e uma metamorfose das duas faces: Bergman permite progredir a intensidade psicológica de seu misterioso drama, situado em um chalé isolado na ilha de Fårö.

Explorando a relação entre uma atriz que ficou muda e sua enfermeira, o filme lindamente filmado questiona os fundamentos instáveis da identidade.

"Cenas de um Casamento" (1973)

Bergman foi um dos poucos diretores de sua geração que conseguiu passar do cinema para a televisão, especialmente com essa série de seis episódios, de baixo orçamento, explorando os obstáculos e tribulações conjugais de um casal que atravessa um divórcio prolongado, desencadeado por uma infidelidade.

Bergman se inspirou em seu próprio relacionamento atormentado com Liv Ullmann, que interpreta a esposa na série.

A série de Bergman é "a mais verdadeira e mais brilhante história de amor já filmada" e gira em torno de um de seus temas clássicos: a comunicação entre indivíduos, escreveu em 1974 o famoso crítico de cinema americano Roger Ebert no Chicago Sun-Times.

"Fanny e Alexandre" (1982)

Este conto épico, em grande parte autobiográfico e principalmente filmado em Uppsala, narra a vida de um irmão e uma irmã, desde a infância até a velhice, passando pelo casamento.

Filmado pelo diretor de fotografia de longa data de Bergman, Sven Nykvist, este suntuoso épico familiar foi comparado aos romances de Dickens e ganhou quatro Oscars, incluindo o de melhor filme estrangeiro. A versão em tela grande de três horas foi montada a partir de um telefilme de cinco horas.

Em uma pesquisa realizada em 2002 pela revista britânica Sight and Sound com diretores e críticos mundiais, "Fanny e Alexander" ficou em terceiro lugar entre os melhores filmes dos 25 anos anteriores, atrás de "Apocalypse Now" e "Raging Bull".

"Saraband" (2003)

 

 

 

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