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PM que matou mulher e feriu três a tiros em Santarém deve responder por homicídio qualificado

Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público no dia dia 11 de julho e o militar vai participar de audiência de instrução e julgamento por videoconferência. Crime aconteceu no dia 28 de junho.

 
 -  Sargento Gildson Soares, do GTO, alegou legítima defesa em depoimento na Seccional de Polícia Civil  Foto: Reprodução/Redes Sociais
Sargento Gildson Soares, do GTO, alegou legítima defesa em depoimento na Seccional de Polícia Civil Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público do Pará contra o sargento da Polícia Militar que confessou ter atirado 12 vezes em um carro, ação que resultou na morte uma mulher e deixou outras três pessoas feridas em Santarém. O crime aconteceu no dia 28 de junho no bairro Santarenzinho. O militar deve responder por homicídio qualificado.

A denúncia foi apresentada no dia 11 de julho pelos promotores de Justiça Dully Sanae Otakara e Luciano Augusto Araújo da Costa, e foi recebida pelos juízes criminais Gabriel Veloso, Alexandre Rizzi e Rômulo Brito, que também haviam decretado a prisão preventiva de Gildson dos Santos Soares, do Grupamento Tático Operacional (GTO), no dia 29 de julho.

Os juízes receberam a denúncia do MPPA, imputando os seguintes crimes ao sargento: um homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2°, incisos II e IV do Código Penal Brasileiro) e 5 tentativas de homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2°, incisos II e IV, combinados com artigo 14, todos do Código Penal Brasileiro).

Ao receberem a denúncia, os três juízes indeferiram o pedido de revogação da prisão preventiva do réu, e designaram audiência de instrução e julgamento para o dia 29 de agosto, às 9h. Desta forma dá tempo de ser efetivada a citação deste para a apresentação de defesa preliminar e intimação das testemunhas.

Gildson participará da audiência através de vídeoconferência, já que está no presídio Anastácio das Neves, no Município de Santa Izabel, exclusivo para réus militares.

O militar confessou ter efetuado doze disparos de arma de fogo no veículo onde se encontrava a senhora Sônia da Silva Viana, 40 anos, que morreu na hora. Além disso, dois adolescentes e um jovem que se encontravam no mesmo carro saíram feridos. O crime ocorreu no bairro do Santarenzinho.

Ao se apresentar na Delegacia, Gildson alegou ter sido ameaçado pelos ocupantes do veículo, mas as investigações do delegado Dmitri Teles indicaram que ele teria praticado o homicídio de forma premeditada, por questões pessoais com um dos passageiros, relacionadas com conflitos fundiários em uma ocupação da cidade.

Ao G1, a defesa do PM informou que está ciente do indeferimento do pedido de revogação e vai recorrer com pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça em Belém. Quanto ao mérito do caso tudo vai ser esclarecido no dia da audiência de instrução e julgamento.

 

 

 

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