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Ilhas do Combu e de Cotijuba são destinos para quem quer relaxar no verão sem se afastar muito de Belém

Próximas da cidade, ilhas ofertam culinária regional, calmaria e banhos de rio.

 
 -  Cidade de Belém vista a partir da Ilha do Combu  Foto: João Ramid/ O Liberal
Cidade de Belém vista a partir da Ilha do Combu Foto: João Ramid/ O Liberal

Grande parte dos paraenses não conhece as belezas que existem tão pertinho do centro da metrópole onde os carros e as torres com dezenas de andares são os principais cenários. A uma travessia de rio que não dura mais que meia hora, às margens da cidade, existem tranquilas e inexploradas opções de lazer, cultura e diversão em 18 ilhas que cercam a capital do Pará, entre as quais, o Combu, e Cotijuba, no distrito de Icoaraci.

É desse "outro lado", no lar dos ribeirinhos, que está uma boa opção para quem busca um passeio rápido com momentos de tranquilidade e pratos regionais, que vão do peixe frito ao açaí tirado na hora. O cenário bucólico, silencioso e rústico da "turnê" fica completo com o contraste da vista, por entre as árvores, da capital ao fundo.

Minha Praia: TV Liberal, G1 Pará (Foto: G1/TV Liberal) Minha Praia: TV Liberal, G1 Pará (Foto: G1/TV Liberal)

Minha Praia: TV Liberal, G1 Pará (Foto: G1/TV Liberal)

“Minha Praia” é o projeto de verão da TV Liberal e do G1 Pará que, tradicionalmente, divulga os principais balneários do estado. Este ano, cinco reportagens vão mostrar alguns dos destinos mais procurados pelos veranistas que buscam lazer, diversão e cultura, mas também a tranquilidade bucólica das ilhas que ficam próximas de Belém.

Combu

A travessia de Belém para o Combu dura em média 15 minutos, e é feita por embarcações que saem de um pequeno porto na praça Princesa Isabel, no bairro da Condor, em Belém. Quem optar por ir de carro particular até a praça pode deixar o veículo em um dos pontos de estacionamento disponíveis no entorno da praça. Alguns estacionamentos demarcados na rua, apesar de não pertencerem a nenhuma empresa terceirizada, cobram R$ 10 pela diária.

Na ilha, há diversos restaurantes. O mais tradicional é o “Saldosa Maloca”, que funciona há mais de 30 anos no Combu. A administradora Prazeres Quaresma dos Santos, mais conhecida como dona "Neneca", conta que a grafia do nome foi um equívoco que acabou se tornando a marca registrada do restaurante.

Saldosa Maloca é o restaurante mais tradicional do Combu (Foto: Divulgação) Saldosa Maloca é o restaurante mais tradicional do Combu (Foto: Divulgação)

Saldosa Maloca é o restaurante mais tradicional do Combu (Foto: Divulgação)

“Meu pai e meu tio mandaram fazer a placa para pendurar na entrada, mas o rapaz que estava pintando escreveu errado. Aí foi ficando para arrumar depois, outro dia, e ninguém nunca consertou. Agora, todo mundo já se acostumou”, explica.

Uma refeição completa para duas pessoas custa, em média, R$ 50, dependendo do prato escolhido. Além das opções de peixe, também existem pratos com carne bovina, frango e frutos do mar, incluindo caranguejo toc-toc. Uma porção com dois caranguejos, acompanhados por vinagrete e farofa, custa em torno de R$ 12. Uma tigela de açaí, que tem aproximadamente 300 ml, custa em média R$ 8,50, mas é preciso consultar a disponibilidade do local. A maioria dos restaurantes aceita cartões de crédito.

Chef Solange recebe a apresentadora Angélica e Tiago Castanho (Foto: Divulgação) Chef Solange recebe a apresentadora Angélica e Tiago Castanho (Foto: Divulgação)

Chef Solange recebe a apresentadora Angélica e Tiago Castanho (Foto: Divulgação)

Já a Casa Combu, que abriu há poucos meses, é uma opção mais gourmet dos pratos regionais que tradicionalmente são ofertados pelos restaurantes da ilha. Com pratos assinados pela chef Solange Saboia, o local já recebeu visitantes ilustres e foi locação para a gravação do programa Estrelas, que trouxe a apresentadora Angélica e diversos atores para saborear as delícias preparadas por Solange e pelo chef Tiago Castanho.

"A casa era nossa e estávamos aqui nos finais de semana pra descansar com família e amigos. A ideia de abrir um restaurante veio de tanto que os amigos diziam que outras pessoas deveriam conhecer a casa. E eu como já tenho experiência e trabalho com isso resolvi abrir um restaurante junto com meu irmão", conta Solange.

Os pratos para duas pessoas custam, em média, R$ 100, com destaque para o filhote na brasa, especialidade do estabelecimento, que funciona aos domingos. Para ir ao local, é preciso faezr reserva.

Peixe na brasa é a especialidade da Casa Combu (Foto: Divulgação) Peixe na brasa é a especialidade da Casa Combu (Foto: Divulgação)

Peixe na brasa é a especialidade da Casa Combu (Foto: Divulgação)

Chocolate artesanal

Outra delícia marcante do Combu é o chocolate artesanal produzido pela Dona Nena. Filha de ribeirinhos, ela desenvolveu uma receita do doce a partir das sementes originais do cacau da floresta. De sabor único, o chocolate conquistou reconhecimento nacional e internacional e encantou chefs como Alex Atala e Tiago Castanho ,que usam o chocolate do Combu em suas receitas.

Brigadeiros e doces feitos a partir das sementes do cacau colhidos na floresta (Foto: Globo Rural) Brigadeiros e doces feitos a partir das sementes do cacau colhidos na floresta (Foto: Globo Rural)

Brigadeiros e doces feitos a partir das sementes do cacau colhidos na floresta (Foto: Globo Rural)

Na casa de Dona Nena, os visitantes conhecem a plantação de cacau e todo o processo de colheita e secagem das sementes, que depois são moídas e tostadas. No local, há uma loja para a venda de bombons, brigadeiros de colher ou enrolados e doce de cupuaçu natural.

Arte urbana na beira do rio

Outra surpresa para quem visita os furos dos igarapés que compõem o Combu são as cores e grafites que reiventam as fachadas as casas ribeirinhas. O artista visual Sebá Tapajós leva arte urbana à ilha desde 2015, quando iniciou o projeto Street River. Além de Sebá, já participaram da iniciativa os artistas Fael Primeiro (BA), Acidum Project (CE), Kajaman (RJ), Mundano (SP), Toys e Omik (DF).

Sebá Tapajos se inspira no movimento do rio para fazer grafite nas casas de ribeirinhos do Pará (Foto: Divulgação / Sebá Tapajós) Sebá Tapajos se inspira no movimento do rio para fazer grafite nas casas de ribeirinhos do Pará (Foto: Divulgação / Sebá Tapajós)

Sebá Tapajos se inspira no movimento do rio para fazer grafite nas casas de ribeirinhos do Pará (Foto: Divulgação / Sebá Tapajós)

“Eu sou grafiteiro e artista visual formado, e utilizo na galeria a técnica do spray – mas na rua, é grafite. Para fazer esse projeto a gente foi conversando: no começo foi bem difícil, a galera não tá acostumada com isso, mas a gente foi mostrando. A primeira casa foi a do chefe da associação de moradores, então a partir daí foi mais tranquilo. Como ele é um cara que viaja a trabalho para as outras ilhas tem gente de Barcarena, ilha das Onças, de várias outras localidades querendo as próximas edições do projeto”, conta o artista.

Segundo ele, “o Street River é muito mais do que um festival de street art, é um tratado de responsabilidade social com os povos ribeirinhos pra trazer dignidade a quem vive sem água potável, sem luz”.

Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará) Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará)

Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará)

Cotijuba

Outro destino para quem procura descanso sem ter que se afastar muito da cidade é a ilha de Cotijuba. O local faz parte das 42 ilhas do arquipélago de Belém, e é a terceira maior em dimensão territorial. Com 1,6 mil hectar, ela está há 22 quilômetros da sede municipal. Transformada em Área de Proteção Ambiental, a ilha preserva uma verdadeira riqueza em fauna e flora.

Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará) Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará)

Cotijuba tem 15km de praias de água doce (Foto: Agência Pará)

Apesar de ser cortada por cerca de seis igarapés – pequenos rios - e de possuir dezesseis lagos, Cotijuba é mais visitada por suas doze praias de água doce. No lugar há várias opções de praias para se conhecer e as mais visitadas são a “Vai quem quer”, “Flecheira”, “Funda”,” Saudade”, “Amor” e “Farol”.

Para chegar aos 15 quilômetros de praias de água doce e morna banhadas pelas Baías do Marajó e do Guajará, o visitante só precisa atravessar o rio em uma viagem que dura cerca de 30 minutos partindo do trapiche de Icoaraci. O acesso até a ilha se dá pelo porto de Icoaraci, de onde partem as embarcações diariamente às 7h e às 9h. O preço da passagem custa R$ 3,10 durante a semana e R$ 5,40 aos sábados e domingos.

Hospedagem

O deslocamento dentro da ilha é feito por meio de charretes, bondinhos e mototáxis. A hospedagem fica por conta das várias pousadas e chalés próximos aos balneários. Confira algumas opções com diárias a partir de R$ 80.

  1. Resort Vila Cotijuba
    (91) 3617-1395
  2. Pousada Matapi
    (91) 3617-1172
  3. Pousada Nosso Cantinho
    (91) 99624-6273
  4. Pousada Sol e Lua
    (91) 99985-4232

Ruínas de Cotijuba preservam parte da história de Belém (Foto: Agência Belém) Ruínas de Cotijuba preservam parte da história de Belém (Foto: Agência Belém)

Ruínas de Cotijuba preservam parte da história de Belém (Foto: Agência Belém)

História

Cotijuba revela parte importante da história secular de Belém. Durante a fase da colonização da cidade, Belém possuía alguns engenhos distribuídos no ambiente natural ao redor do sítio histórico da cidade, existindo, no século XVII, um engenho de branqueamento de arroz na ilha.

No início do século XX, houve em Cotijuba uma escola para reeducação de menores infratores, mais tarde transformada em presídio. Trata-se, portanto, de ambiente rico em edificações históricas, como a residência do Governador Zacarias de Assumpção e o Educandário Nogueira de Farias.

 

 

 

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