Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Morre segundo jovem baleado por engano por policial civil que se matou

Ricardo Brito de Oliveira, de 21 anos, ficou cinco dias internado na UTI do HCAL. Ele e o primo foram baleados após serem confundidos como assaltantes, em Macapá, na sexta-feira 6 .

 
 -  Ricardo Brito Oliveira e o primo foram baleados por policial civil por engano no dia 6 de julho  Foto: Arquivo Pessoal
Ricardo Brito Oliveira e o primo foram baleados por policial civil por engano no dia 6 de julho Foto: Arquivo Pessoal

Familiares do jovem Ricardo Brito de Oliveira, de 21 anos, baleado por engano por um policial civil, informaram que ele morreu na tarde desta quarta-feira (11). Ele foi atingido por três tiros nas costas e estava internado em estado grave há 5 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), em Macapá.

"Ricardinho", como era conhecido entre os amigos e familiares, foi a segunda vítima do episódio ocorrido na sexta-feira (6), em um mercantil do bairro Jesus de Nazaré, na Zona Norte da capital. A mãe de Ricardinho esperava o filho dentro do carro da família em frente ao local, enquanto ele comprava cervejas.

A família informou que o corpo será velado a partir das 21h, na sede do Trem Desportivo Clube, no bairro Trem, na Zona Sul de Macapá, na Avenida Feliciano Coelho, esquina com a Rua General Rondon.

Policial civil atirou em jovens ao confundi-los com assaltantes e se matou em seguida ao perceber engano (Foto: Rita Torrinha/G1) Policial civil atirou em jovens ao confundi-los com assaltantes e se matou em seguida ao perceber engano (Foto: Rita Torrinha/G1)

Policial civil atirou em jovens ao confundi-los com assaltantes e se matou em seguida ao perceber engano (Foto: Rita Torrinha/G1)

O policial civil Jorge Henrique Banha confundiu com assaltantes Ricardo e o primo dele, Ronald William de Oliveira, de 21 anos. O policial fez disparos por engano e, ao perceber o erro, atirou contra a própria cabeça. Ronald morreu na hora.

Ricardo passou por cirurgias e estava internado desde sexta-feira à noite. Na segunda-feira (9), a família informou que o rim e o fígado não estavam funcionando bem. Ele fez hemodiálises, mas seguia com o quadro grave.

Uma mobilização também foi feita através das redes sociais em busca de doações de sangue do tipo A+, para ajudar na recuperação de Ricardinho.

Além de Ricardo e Ronald, a dona do estabelecimento foi atingida por um tiro de raspão, chegou a ser levada para o Hospital de Emergências (HE) da capital, mas foi liberada.

Confusão

Policial teria descido do carro dele já disparando contra os jovens (Foto: Rita Torrinha/G1) Policial teria descido do carro dele já disparando contra os jovens (Foto: Rita Torrinha/G1)

Policial teria descido do carro dele já disparando contra os jovens (Foto: Rita Torrinha/G1)

O agente de polícia civil assistiu ao jogo que o Brasil foi eliminado da Copa 2018, na Rússia, na casa da dona do mercantil, na sexta-feira. Em seguida, ele foi para casa, mas voltou ao local. Ao chegar, viu que a dona do estabelecimento estava com os dois jovens no interior do local, e estranhou, porque sabia que ela atendia clientes com portão de grade fechado.

Ele teria começado, então, a disparar contra a dupla com a arma de uso da Polícia Civil, achando que eles eram assaltantes. Cerca de 10 tiros foram feitos na ação. A abordagem foi considerada errada pela Delegacia-Geral de Polícia Civil.

Ao perceber a confusão, Banha atirou contra a própria cabeça. O policial civil chegou a ser levado para o HE, mas também morreu. O caso aconteceu no mesmo bairro onde moravam todos os envolvidos.

No carro branco em que os dois primos chegaram ao local estavam também a mãe de Ricardinho e outro primo, que presenciaram a situação, e não foram feridos por disparos. O veículo também foi alvo de tiros, segundo a Polícia Militar (PM).

Mãe de Ricardinho estava dentro do carro branco enquanto aguardava filho comprar cervejas (Foto: Rita Torrinha/G1) Mãe de Ricardinho estava dentro do carro branco enquanto aguardava filho comprar cervejas (Foto: Rita Torrinha/G1)

Mãe de Ricardinho estava dentro do carro branco enquanto aguardava filho comprar cervejas (Foto: Rita Torrinha/G1)

Banha era policial civil há cerca de 25 anos e estava lotado na Delegacia Especializada em Investigação de Atos Infracionais (Deiai). Segundo o delegado-geral, Uberlândio Gomes, o policial tinha bom comportamento dentro da corporação e, oficialmente, não tinha transtornos mentais. Ele era amigo pessoal e colega de trabalho do pai do Ricardinho.

A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para saber mais detalhes de como aconteceu o caso. Em 30 dias o documento deve ser concluído. As perícias feitas pela Polícia Técnico-Científica, realizados na arma, nos corpos e veículos, devem ser concluídos em 10 dias e serão incluídos no inquérito.

O velório e enterro de Ronald Willian aconteceu ainda no sábado (7). No local, nenhum familiar quis gravar entrevista e nem permitiu imagens. No entorno do estabelecimento comercial, ninguém quis comentar o assunto. O G1 não conseguiu informações sobre o velório do policial Jorge Banha.

Local onde o policial civil atirou contra os jovens, em Macapá (Foto: Arte/G1) Local onde o policial civil atirou contra os jovens, em Macapá (Foto: Arte/G1)

Local onde o policial civil atirou contra os jovens, em Macapá (Foto: Arte/G1)

Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

 

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE