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MP investiga suposta morte por omissão de socorro em hospital do Maranhão

Em Imperatriz, uma gravação registra o momento em que um homem teria morrido em um táxi após não receber atendimento no Hospital Macrorregional da cidade. Família diz que houve omissão de socorro.

 
 -  Augostinho José Ferreira tinha de 64 anos e teria morrido antes de receber atendimento médico em hospital de Imperatriz  Foto: Reprodução/TV Mirante
Augostinho José Ferreira tinha de 64 anos e teria morrido antes de receber atendimento médico em hospital de Imperatriz Foto: Reprodução/TV Mirante

A 5ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Imperatriz instaurou um Inquérito Civil para apurar a possível ocorrência de omissão de socorro no Hospital Estadual Macrorregional de dsa cidade no dia 7 de julho.

No sábado (7) uma família da cidade denunciou o caso após a morte de Augustinho José Ferreira, de 64 anos, que teria chegado ao hospital em um táxi com fortes dores no peito, mas não teria recebido atendimento.

O enteado da família gravou o momento em que eles chegaram ao hospital e o atendimento teria sido negado sob a alegação de que o hospital não presta serviço de urgência e emergência. No momento seguinte o enteado começa a chorar porque o padastro teria morrido ainda no táxi.

“Se recusaram a atender. Chegou vivo na porta ainda”, diz o enteado no vídeo”.

Enteado de Augostinho gravou um vídeo do momento em que o paciente chega ao hospital

Enteado de Augostinho gravou um vídeo do momento em que o paciente chega ao hospital

Segundo o Ministério Público, o idoso teria falecido após agonizar por mais de 30 minutos dentro do táxi sem receber qualquer atendimento, apesar dos apelos da família. O promotor de justiça Newton de Barros Bello Neto informou que, após a conclusão das investigações, pode vir a configurar a prática de atos de improbidade administrativa por parte dos gestores públicos e servidores da unidade de saúde, se constatada a omissão de socorro.

O MP-MA requisitou ao diretor do Hospital Estadual Macroregional de Imperatriz o prontuário completo do paciente no prazo de cinco dias. Também foi requisitado da Secretaria de Saúde, Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) e do Instituto Gerir informações detalhadas sobre o caso, incluindo a remessa ao Ministério Público dos documentos para elucidação da morte.

Bello Neto também informou que, após o recebimento dos documentos requisitados e a tomada do depoimento da família da vítima, as informações serão repassadas a uma Promotoria de Justiça com atribuição criminal para prosseguimento das investigações nessa esfera.

Família de Augostinho diz que o Hospital Macrorregional de Imperatriz teria se recusado a atender o paciente (Foto: Reprodução/TV Mirante) Família de Augostinho diz que o Hospital Macrorregional de Imperatriz teria se recusado a atender o paciente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Família de Augostinho diz que o Hospital Macrorregional de Imperatriz teria se recusado a atender o paciente (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O Hospital Macrorregional de Imperatriz afirmou que, durante 40 minutos, a equipe de médicos e enfermeiras do hospital tentou reanimar o paciente que sofreu parada cardiorrespiratória. O hospital também disse que a família do paciente recebeu orientação e acompanhamento da equipe.

 

 

 

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