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Decreto limita oferta de serviço funerário a empresas com autorização para atuar em Juiz de Fora

Familiar de mulher que faleceu na cidade, mas foi enterrada em São João del Rei, diz que demorou 5h para conseguir a liberação do corpo.

 
 -  Documento da prefeitura escrito a mão diz que o hospital precisa acionar a funerária da cidade  Foto: Reprodução/TV Integração
Documento da prefeitura escrito a mão diz que o hospital precisa acionar a funerária da cidade Foto: Reprodução/TV Integração

Um decreto que limita a oferta de serviço funerário em Juiz de Fora é alvo de questionamento. Segundo apurou o MGTV, a determinação gerou confusão em um hospital da cidade quando a família de uma paciente, que morreu no local, tentou levar o corpo para São João del Rei.

Em depoimento à equipe de reportagem, Eliane Cerqueira relatou que a liberação do corpo demorou cerca de 5h porque, em função do decreto, o hospital não aceitava o atendimento de uma funerária que não fosse de Juiz de Fora.

Em nota, a Secretaria Municipal de Atividades Urbanas informou que o decreto afeta funerárias sem outorga de permissão do município e que, no caso de transporte por empresa de fora, o serviço é liberado para os planos funerários, sendo vetados velório e enterro na cidade.

Impasse

A prima de Eliane era de São João Del Rei e fazia tratamento contra o câncer na Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora (Ascomcer), onde morreu há pouco mais de uma semana.

A família acionou o plano funerário de São João del Rei para que a mulher fosse enterrada na cidade natal. Contudo, recebeu do hospital a notícia de que o translado não poderia ser autorizado.

"A moça falou que tinha um decreto da Prefeitura, de 15 dias atrás, que, sem autorização da funerária de Juiz de Fora, não podia ser liberado o corpo", contou Eliane.

A presidente da Ascomcer, Alessandra Sampaio, explica que o hospital recebeu o decreto municipal no dia 27 de junho informando que seria necessário acionar a funerária da cidade de plantão para translado dos corpos e que uma funcionária questionou como seria o procedimento nos casos em que havia um plano funerário.

"A funcionária até questionou se a pessoa tivesse um plano e a orientação foi que, mesmo assim, teria que chamar a funerária de plantão", informou.

 

 

 

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