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Polícia prende 61 integrantes de facção durante operação em 14 estados

São 75 mandados de prisão contra integrantes do PCC que atuam em outros estados e países vizinhos. Grupo é responsável por elevar número de assassinatos, diz polícia.

 
 -  Adriano Hilário dos Santos, membro de organização criminosa preso em Cumbica, em maio  Foto: Divulgação
Adriano Hilário dos Santos, membro de organização criminosa preso em Cumbica, em maio Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (14) 61 pessoas de uma célula do PCC, facção que age dentro e fora dos presídios. O grupo investigado é responsável por acirrar disputa entre facções no país, elevando o número de assassinatos.

No total, a polícia tinha 75 mandados de prisão, 59 foram cumpridos, duas prisões ocorreram em flagrante, e 59 mandados de busca e apreensão, dos quais 32 forma cumpridos.

A célula do PCC investigada pela operação nomeada de Echelon, resultado de uma parceria da polícia com o Ministério Público e a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, atua em outros estados e países vizinhos.

As investigações começaram a partir de trechos de manuscritos encontrados nos esgotos do Presídio de Segurança Máxima de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, por agentes penitenciários. A Polícia Civil identificou sete líderes e confirmou a existência da célula "sintonia de outros estados e países".

Os criminosos teriam assumido as funções da "sintonia" quando os líderes da organização criminosa ficaram isolados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em 2016, em decorrência da operação Ethos, que revelou esquema envolvendo advogados da facção.

"A deflagração da operação também tem por finalidade investigar o envolvimento em outros homicídios e desaparecimentos de pessoas em todo o país, a partir de um domínio único dos líderes da organização que engendraram o esquema criminoso. Durante as investigações, foram apreendidas mais de uma tonelada de drogas e preso, no aeroporto de Guarulhos, quando retornava da Bahia, em maio, um dos líderes dessa célula criminosa que autorizava mortes quase que diariamente", diz a polícia.

Adriano Hilário dos Santos, membro de organização criminosa preso em Cumbica, em maio (Foto: Divulgação) Adriano Hilário dos Santos, membro de organização criminosa preso em Cumbica, em maio (Foto: Divulgação)

Adriano Hilário dos Santos, membro de organização criminosa preso em Cumbica, em maio (Foto: Divulgação)

As investigações identificaram a participação de 103 pessoas na célula, dos quais 75 têm mandado de prisão nesta quinta em:

  • São Paulo (35 mandados)
  • Mato Grosso do Sul
  • Paraná
  • Rio Grande do Sul
  • Pará
  • Alagoas
  • Minas Gerais
  • Goiás
  • Tocantins
  • Roraima
  • Rio Grande do Norte
  • Acre
  • Amapá
  • Maranhão

Alguns, por já estarem presos, terão mandados cumpridos nas prisões onde estão.

Na capital, os presos estão sendo levados para o Palácio da Polícia, na rua Brigadeiro Tobias.

Nos estados

No Paraná, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão em Londrina. Um homem de 30 anos, acusado de integrar a organização criminosa, foi preso em casa. A mulher dele foi levada para prestar esclarecimentos na delegacia e liberada na sequência.

O suspeito já respondeu pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e roubo. Ele estava em liberado condicional desde janeiro deste ano. O homem será levado ao presídio de Presidente Prudente.

Em Minas Gerais, foram cumpridos 18 mandados de prisão e de busca e apreensão. Um homem e uma mulher foram detidos em Guaxupé, e um detento que já cumpre pena no presídio Floramar, em Divinópolis, foi alvo de uma nova ordem de prisão.

 

 

 

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