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'''Chorei desesperadamente''', diz mãe após filha relatar que foi abusada por enfermeiro em hospital de Belém

Criança de 10 anos disse que foi abusada por técnico de enfermagem durante atendimento no Hospital Abelardo Santos. A Polícia, direção do hospital e Conselho Regional de Enfermagem acompanham o caso.

 

"Aquilo continua na minha mente, sabe? Toda hora parece que estou vendo ele na minha frente", disse, abalada, a avó que acompanhou a criança de 10 anos que pode ter sido abusada por um técnico em enfermagem dentro do hospital público Abelardo Santos em Belém. A avó disse que o funcionário negou a entrada dela na sala de medicação e ficou trancado com a criança na hora do atendimento. Em seguida, a vítima relatou que foi aliciada e a avó chamou a mãe e padastro da criança, mas ao chegarem no hospital, o suspeito já havia fugido.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Segundo a Polícia, o técnico já foi identificado, mas ainda não foi localizado para prestar esclarecimentos à polícia. A direção do hospital também abriu um inquérito administrativo para apurar o caso, que também é acompanhado pelo Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

A mãe disse que ficou bastante nervosa quando soube por telefone do que teria acontecido.

"Minha primeira atitude foi chorar, chorar desesperadamente. Bebi um copo com água e comecei a me trocar pra ir pra lá. Foi desesperador", contou a mãe.

A criança e a avó tinham ido ao hospital pois estavam com dores e diarréia. A avó contou que quando a neta saiu da sala de medicação junto com o técnico, que havia deixado a porta trancada, a criança disse que foi abusada.

A vítima relatou que o técnico do hospital disse que iria aplicar uma injeção nela, pediu para que tirasse a roupa e que iria ensinar um segredo para que não doesse a aplicação.

"No momento que ela tirou a roupa, ele praticou o abuso", disse o padastro.

Em 2017 foram registrados 1782 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Pará. Este ano, já foram registrados 618 até o mês de abril.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente. Já foram ouvidos depoimentos de peritos criminais, da mãe e do padastro da vítima. A delegada responsável pelo caso também solicitou ao hospital o prontuário de atendimento da criança e a escala dos servidores que estavam de serviço no dia do crime.

Enquanto isso, familiares da criança aguardam por uma resposta à agressão sofrida pela menina.

"É a palavra dele contra a de uma criança. O que a gente quer mesmo é justiça porque ele fez um mal muito grande para nossa família", disse a mãe.

Denúncias de casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no número 181.

 

 

 

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