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Mulher morta em ação errada de policias é sepultada em Fortaleza

Giselle Távora, 42 anos, foi confundida com criminosos, sofreu perseguição policial enquanto dirigia e foi baleada nas costas.

 
 -  Giselle havia se faria colação de grau em administração neste ano  Foto: Arquivo pessoal
Giselle havia se faria colação de grau em administração neste ano Foto: Arquivo pessoal

Foi sepultada na manhã desta quarta-feira (13) Giselle Távora Araújo, de 42 anos, mulher morta com um tiro nas costas durante uma ação equivocada de policiais militares. Ela foi sepultada em uma cerimônia fechada para familiares e amigos no cemitério Parque da Paz, em Fortaleza.

Giselle foi confundida com criminosos e sofreu uma perseguição policial enquanto dirigia na Avenida Oliveira Paiva, em Fortaleza, na noite de segunda-feira (11). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, policiais pediram para ela parar, tentaram acertar o pneu do veículo e acabaram acertando Giselle. Os familiares contestam a versão da secretaria.

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"Disseram que iam atirar no pneu. Mas pra atirar no pneu tinha que ter furado e ela não podia mais sair do canto, e não tem um furo no pneu, tem em outros locais. Ela não vinha em alta velocidade porque parou no sinal. E um carro que vem foragido não vai parar em sinal, ele quer ultrapassar", afirma, Clara Maria Távora, tia da vítima.

"Se tira uma vida sem justificativa, porque eles supunham que era um carro de assaltante. Foi uma vida ceifada brutalmente. Então, não é querer fazer justiça com as mãos, porque não tem como amenizar a dor, mas a gente quer pelo menos... eu não sei", lamenta a familiar.

A Controladoria-Geral de Disciplina, órgão que investiga crimes e infrações cometidas por policiais e agentes de segurança, é responsável pela apuração do caso.

Familiares e amigos lamentam morte de Giselle, atingida com um tiro de policial

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Abordagem errada

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que os policiais são orientados para não atirar durante perseguição, como ocorreu no caso que terminou com a morte de Giselle. "Em caso de perseguição, a portaria interministerial [que orienta como deve ser ação de policiais] fala que não deve ser efetuado disparo, a não ser que um terceiro elemento esteja colocando sua vida em risco", afirmou André Costa.

O secretário comentou que "talvez" tenha ocorrido um erro na abordagem do policial.

"Policial trabalha sempre num estado de estresse. Nós realizamos centenas, milhares de abordagens, numa dessas milhares de abordagens acontece algo errado, como aconteceu ontem. Os policiais foram ouvidos na delegacia de polícia, na CGD, mas está muito no início ainda para fazer alguma afirmação, talvez tenho havido algum erro, mas só uma investigação vai poder dizer."

 

 

 

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