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'''Grease: Nos tempos da brilhantina''', com John Travolta e Olivia Newton-John, completa 40 anos

Musical clássico do cinema estreou nos Estados Unidos em 13 de junho de 1978.

 
 -  John Travolta e Olivia Newton-John em cena de   34;Grease: Nos tempos da brilhantina  34;, de 1978  Foto: Divulgação
John Travolta e Olivia Newton-John em cena de 34;Grease: Nos tempos da brilhantina 34;, de 1978 Foto: Divulgação

"I got chiiiills, they're multiplying", exclamava John Travolta ao ver Olivia Newton-John com um cigarro na boca e usando uma calça de couro em um dos momentos mais marcantes do musical "Grease: Nos tempos da brilhantina", que se tornou um clássico e completa 40 anos nesta quarta-feira (13).

Indicado ao Oscar de Melhor canção ("Hopelessly Devoted to You"), "Grease" foi o filme de maior arrecadação em 1978 e transformou o jovem Travolta, recém-saído de "Os embalos de sábado à noite", em um dos grandes astros de Hollywood.

Dirigido por Randal Kleiser ("A lagoa azul"), o filme teve como inspiração o musical homônimo da Broadway que havia estreado em fevereiro de 1972 e fez mais de 3,3 mil apresentações.

Na história, o romance de Danny e Sandy acaba junto com o verão, já que ela deve voltar à Austrália.

O amor dos pombinhos tem a chance de ressurgir quando eles se encontram no Instituto Rydell, na Califórnia. Porém os costumes dos grupos aos quais pertencem (os T-Birds e as Pink Ladies) vão colocar impedimentos para o reencontro.

Esse é o argumento da trama que se passa em 1959 e, como escreve Scott Miller no livro "Sex, drugs, rock & roll, and musicals", seria um relato revolucionário para a época, subvertendo temas e se atrevendo a abordar assuntos sensíveis, como sexo e rebeldia jovem.

Aí estava parte do charme da história. Graças ao trabalho de Stockard Channing, como a cínica Rizzo, ou o de Jeff Conaway, como o melhor amigo de Danny, apesar de já estarem longe da adolescência – ela tinha 33; e ele, 27 –, o carisma dos personagens deu o toque final.

As atitudes insolentes dos T-Birds – dizem que foram usados até 100 mil chicletes durante as filmagens –, com as imponentes jaquetas de couro e quantidades industriais de gel no cabelo, se chocam com a personalidade forte das integrantes do Pink Ladies.

O amor é embalado por hits como "Summer nights", "Grease" e "Greased lightnin".

Não à toa, a trilha sonora do filme foi o segundo disco mais vendido de 1978, só atrás do disco de "Os embalos de sábado à noite".

O polêmico final foi muito comentado, mas, como defendia Jim Jacobs, criador do espetáculo da Broadway, a cena parodiava os estereótipos do cinema.

"Era uma sátira! Era uma maneira de brincar de todos esses filmes de Hollywood em que o herói se transforma no final em um cidadão exemplar", afirmou ele, em entrevista ao jornal "Daily Herald", em 2010.

O sucesso do longa, que estreou em 13 de junho de 1978, levou a Paramount Pictures a apostar em "Grease 2: Os tempos da brilhantina voltaram".

A sequência não teve a mesma aceitação positiva do primeiro filme, mas serviu para lançar a carreira de Michelle Pfeiffer.

Prova de que "Grease" é mesmo um fenômeno é o fato de que mesmo depois de tanto anos, Los Angeles continua recebendo turistas interessados em visitar a Praia Leo Carrillo State, onde foram rodadas algumas cenas do romance de Danny e Sandy, e o Venice High School, a escola que serviu de cenário para o Instituto Rydell.

 

 

 

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