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Navio com 50 milhões de litros de petróleo encalha no Rio Amazonas, no Amapá

Praticagem do Amapá informou que embarcação bateu contra bancos de areia. Acidente foi na terça-feira 15 , a cerca de 64 quilômetros de Macapá.

 
 -  Trecho onde o navio bateu contra um banco de areia tem uma profundidade de até 14 metros  Foto: Praticagem do Amapá/Divulgação
Trecho onde o navio bateu contra um banco de areia tem uma profundidade de até 14 metros Foto: Praticagem do Amapá/Divulgação

Um navio carregando 50 milhões de litros de petróleo encalhou no Rio Amazonas, no estado do Amapá. O acidente ocorreu na terça-feira (15), a cerca de 64 quilômetros de Macapá, na região conhecida como barra norte do Rio Amazonas, um canal de ligação entre os portos da Amazônia e o Oceano Atlântico muito usado por cargueiros do mundo todo.

Bancos de areia existentes na região ocasionaram o encalhe e havia um risco de ruptura do casco, segundo avaliou o serviço de praticagem do estado, por causa do ritmo intenso de subida e descida da maré, que poderia danificar a estrutura da embarcação.

O trecho onde o navio Wisby Atlantic, das Bahamas, bateu contra um banco de areia e ficou preso tem uma profundidade de até 14 metros, mas como a embarcação estava do lado errado do canal, acabou encalhando. O petroleiro tem 183 metros de comprimento e 32 metros de largura.

Navio Wisby Atlantic, das Bahamas, ficou encalhado a cerca de 64 quilômetros de Macapá, no Amapá (Foto: Praticagem do Amapá/Divulgação) Navio Wisby Atlantic, das Bahamas, ficou encalhado a cerca de 64 quilômetros de Macapá, no Amapá (Foto: Praticagem do Amapá/Divulgação)

Navio Wisby Atlantic, das Bahamas, ficou encalhado a cerca de 64 quilômetros de Macapá, no Amapá (Foto: Praticagem do Amapá/Divulgação)

Nesse local, a presença de um prático a bordo é opcional. O prático é aquele profissional responsável pela condução e manobra de navios próximos a trechos de costas, baías e portos, garantindo a segurança das embarcações e evitando tragédias marítimas. Trata-se de um serviço privado.

O navio foi retirado com a ajuda de um rebocador das Companhias Docas de Santana, que é um porto particular do estado. A embarcação terá que aguardar por uma inspeção das autoridades marítimas, informou a capitania dos portos.

Ainda de acordo com a capitania, foi emitido um alerta na semana passada para navios que estavam naquela, sobre os riscos de navegação, por causa dos bancos de areia que haviam sido identificados.

O serviço de praticagem do Amapá ressaltou que defende que, em toda a região costeira do estado, a presença de um prático nas embarcações seja obrigatória.

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