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Homem que usava rede social para obter imagens de pornografia infantil é condenado em Uberaba

Acusado se fazia passar por uma adolescente para obter fotos e vídeos pornográficos de crianças e adolescentes.

 

A Justiça Federal, por meio da 4ª Vara de Uberaba, condenou um homem que se passava por uma adolescente de 17 anos para obter imagens de nudez de crianças e adolescentes.

O acusado foi condenado a 12 anos e oito meses de prisão, conforme informação divulgada nesta terça-feira (15) pelo Ministério Público Federal (MPF), que também informou que ele baixava, armazenava e transmitia fotografias e vídeos contendo cenas de sexo explícito e pornográficas envolvendo menores.

Os crimes foram descobertos pelos pais de um menor que o flagraram conversando com o acusado, que não teve a idade informada, por meio da rede social. Foi instaurado inquérito para investigar os fatos, chegando até o acusado após a Polícia Federal obter judicialmente a quebra do sigilo telemático.

Após mandado de busca e apreensão do homem foram encontradas na casa dele fotos de cenas pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. Ele foi preso em flagrante.

A perícia foi acionada e buscas foram feitas no computador e demais materiais apreendidos, incluindo celular e pendrives, onde foi detectada grande quantidade de material criminoso. Só no computador, segundo informações do MPF, tinha 128 fotografias e cinco vídeos. Já em um dos pendrives, centenas de fotografias e cerca de 40 vídeos com o mesmo tipo de conteúdo.

As investigações também apontaram que o acusado aliciou crianças por meio da internet, entre setembro de 2016 e fevereiro de 2017. O objetivo era induzir as vítimas a se exibirem de forma pornográfica e sexualmente explícita, que consiste no aliciamento de menores por qualquer meio de comunicação, para fins sexuais.

Para obter esses conteúdos o acusado criou o perfil de uma adolescente de 17 anos e por meio da rede social conversava com meninos de 8 a 12 anos, convidando-os a enviarem fotos e vídeos de nudez, com a promessa de enviar, em contrapartida, imagens da garota pela qual se fazia passar. Pelo menos duas crianças foram vítimas desse crime.

“Os exames periciais realizados nos discos rígidos, pendrives e aparelho celular pertencentes ao acusado comprovaram os fatos descritos na denúncia, já que foram encontrados, ao todo, centenas de imagens e dezenas de vídeos de crianças e adolescentes em cenas de nudez e sexo explícito, sendo que parte do conteúdo estava diretamente acessível nos bens apreendidos, e parcela dos arquivos foi recuperada mediante utilização de técnicas forenses apropriadas", trecho citado na sentença.

O MPF informou ainda que durante o interrogatório em juízo, o homem confessou parcialmente os fatos, declarando que era o titular do perfil na rede social e que havia solicitado aos menores as fotos de nudez. Admitiu ainda ter armazenado arquivos pedófilos-pornográficos em seu computador, mas negou que os tenha compartilhado com terceiros.

Essa alegação do acusado não procedeu, já que a perícia também descobriu no computador do acusado um programa de compartilhamento de arquivos e ainda os próprios arquivos de pornografia infantil compartilhados.

A 4ª Vara Federal de Uberaba manteve a prisão cautelar do réu e negou-lhe o direito de recorrer da sentença em liberdade.

 

 

 

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