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Acusados na operação '''Navalha na Carne''' por envolvimento em crimes de homicídios vão a júri

Operação foi deflagrada em 2008 e resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra cidadãos civis e policiais.

 

Policiais da ativa e reformados vão a júri popular nesta terça-feira (15), em Belém. Eles são acusados de envolvimento em crimes de homicídios. Os 19 réus foram investigados pela operação da Polícia Militar em parceria com a Policia Civil, denominada “Navalha na Carne”.

A operação foi deflagrada em 2008 e resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra cidadãos civis e policiais. As prisões aconteceram na região metropolitana de Belém e em Redenção, no sul do Pará.

Na primeira sessão, serão submetidos a júri: Luís Henrique Gomes Cabral; Mauro Reis Coelho, Rosevan Moraes Almeida e José Percival da Conceição Moraes. Eles respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro com resultado de morte, porte ilegal de armas e formação de quadrilha.

O policial José Augusto Pantoja Vale, que também seria julgado, morreu e não faz mais parte do processo. As vítimas são Reginaldo de Lima Tavares e Renaldo Araújo Machado.

Estão previstos depoimentos de oito testemunhas de acusação, entre elas um delegado e um oficial da Aeronáutica. A defesa dos réus tem mais quinze depoentes. Além dos depoimentos, os réus serão interrogados.

O júri pode chegar até o terceiro dia de julgamento, só nessa primeira sessão. As próximas sessões estão marcadas para os dias 22 e 29 de maio, quando serão ouvidos os 14 acusados.

Entenda o caso

A operação “Navalha na Carne” foi deflagarada em 2008, e cumpriu 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra civis e policiais, acusados de envolvimento em um grupo de extermínio responsável por diversos crimes, como cárcere privado, tráfico de drogas, concussão (exigir vantagem indevida), homicídios, tráfico de armas, formação de bando ou quadrilha e roubo. As prisões aconteceram na região metropolitana de Belém e em Redenção, sul do Pará.

As investigações mostram que a ação criminosa tem início com a eliminação de supostos bandidos. Em 2008, foram contabilizados 23 homicídios na RMB. Estima-se que, pelo menos, 50 mortes foram praticadas pelo grupo, feitas sob encomenda.

Um cabo da PM lotado no 10° Batalhão de Icoaraci é apontado como o líder do grupo. Segundo o promotoria, os PMs chegaram a usar, em alguns dos crimes cometidos no horário de trabalho, viaturas e armas oficiais.

 

 

 

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