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Pará registra 295 mortes violentas em fevereiro de 2018

Levantamento feito pelo G1 aponta que o Pará só perde para Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará em índices de mortes violentas neste mês.

 
 -  Crimes violentos no Pará somam quase 800 vítimas nos dois primeiros meses do ano.  Foto: Reprodução/TV Liberal
Crimes violentos no Pará somam quase 800 vítimas nos dois primeiros meses do ano. Foto: Reprodução/TV Liberal

O Pará teve 295 vítimas assassinadas somente no mês de fevereiro de 2018, uma média de 10,5 por dia. É o que mostra um levantamento feito pelo G1 com base nos números oficiais do Governo do Estado. O dado, inédito, contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Nos dois primeiros meses do ano, o número de vítimas ultrapassou 680.

(Correção: o G1 errou ao publicar que houve 392 mortes violentas no Pará no mês de fevereiro. Segundo os dados do governo, foram 295. O erro foi corrigido às 19h22 de 16/04/2018.)

PÁGINA ESPECIAL: Mapa mostra mortes violentas no país

ANÁLISE DO FBSP: O buraco negro da informação em segurança pública no Brasil

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METODOLOGIA: Monitor da Violência

Somente no último mês de fevereiro, foram 3,48 mortes a cada 100 mil habitantes. Segundo o Monitor, o Pará só perde em número de vítimas para os estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, com 461, 417 e 362 mortes respectivamente.

No Pará, as quase 300 vítimas do mês de fevereiro representam mais de 9% das mortes de todo o Brasil, que contabilizaram 3276 crimes. Em janeiro o número de mortes violentas no Pará foi de 391.

Página especial

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitaram os dados via Lei de Acesso à Informação seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado normalmente no fim do ano.

Na página especial, é possível navegar por cada um dos estados e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.

Ambos respondem a duas perguntas:

  1. Quem são os grupos/pessoas que mais matam no estado, por que eles matam e como isso mudou ao longo da última década?
  2. O que fazer para mudar esse cenário?

 

 

 

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